Essa semana foi a semana oficial da preguicite aguda na minha vida. Alguns professores não deram aula. Alguns professores deram aula meia boca. Joguei sinuca, cara! Abismal, fazia muito tempo que não jogava e por isso acertei mais o pano que a bola, mas o que vale é a inteção. Viva o ócio!
A verdade é que eu comecei com todo o gás no início do ano, mas já estou sentindo o cansaço mental da pressão normal de estudar e ter que tirar boas notas e ainda por cima, aprender os conteúdos! Pensa que é fácil? Então vem e faz no meu lugar!
Mas isso tem que acabar.
(Eu falei isso na semana passada e não adiantou, mas alguma hora tem que adiantar)
O fato é que estou cansada de ler mais e mais artigos para apresentar dois trabalhos. Eu sei que a gente aprende muito lendo artigos, e vou confessar: só agora, depois de tantos anos de estudo, é que consigo ler artigos científicos sem ter urticárias no cerebelo. O pior é que é sério. Antes, parecia que os neurônios não se comunicavam, mesmo forçando a barra e insistindo na leitura. Bom, pelo menos eu sinto que estou evoluindo. Mas sempre parece que a evolução poderia ser mais rápida, mas enfim, tem coisas que não podemos comandar...
Por exemplo, a essa hora, era pra eu estar lendo mais artigos sobre o idoso. O trabalho é pra semana que vem e não há definição alguma no nosso grupo. Mas tudo bem, vou abstrair, amanhã eu vejo.
E é nessa de 'amanhã eu vejo' que não vejo nada. Algo tem que mudar! Alguém me dá umas cápsulas de guaraná em pó, por favor?
E se alguém tiver uma receita legal pra dor nas costas, me passa aí. Ah, e não me fale pra levar menos coisas na mochila, não tem como. É sério, só levo o essencial, não esquecendo que passo o dia inteiro fora da faculdade: tenho que levar água, comida, material das disciplinas, às vezes jaleco, às vezes casaco. E ainda inventei de levar uma porra de uma marmita de vidro, porque os potes de plastico quando vão no microondas produzem substâncias cancerígenas. Mas eu não sei, o que dói agora são minhas costas e não a possibilidade de um câncer.
Meu objetivo de vida se resume a poucas linhas: viver decentemente, poder pagar as especializações e mestrados doutorados e sei-lá-mais-o-que que o mercado me exige, e as sessões de pilates, rpg, acupuntura, ou qualquer coisa que me faça viver sem dor nas costas. É sério isso, infelizmente! E se eu puder morar em Laranjeiras, eu também agradeço.
Hoje foi dia das Mães
Como disse o Oziel Monteiro hoje, não interessa se você não tem dinheiro para comprar o presente, ou até acha que é uma data que só atende a interesses comerciais, é um dia que você para pra pensar que você não é filho de uma chocadeira, por mais que às vezes pareça que sim.
É bom ter a mãe perto, ainda mais uma mãe como a minha, que é daquelas que mesmo que não seja muito explicito, sempre me mimou muito. Não no sentido de me dar presentes caros, mas de não me obrigar a fazer certas coisas, por exemplo, tarefas domésticas. Quando fico em casa no ócio puro, é lógico que ela reclama. Mas acontece que ela não me acostumou a ser uma menina do lar, então até pouco tempo realmente não movia uma palha por essa casa. Até que hoje eu vejo fazendo comida e não cozinhando, mas estragando arroz, se é que me entendem. Eu ainda acerto a técnica dieteticamente correta de se fazer arroz.
Mas a questão é que não comprei presente, porque fui proibida pela minha mãe! Na verdade, não faz o menor sentido, o meu dinheiro na verdade é o dinheiro dela, e esse dinheiro dela que é o meu está quase contado pra que possa ir e vir para a minha escolinha. Mas estava pensando que ano que vem pode ser diferente... Vou começar a juntar desde agora, e vamos ver no que dá.
Que corrida foi essa?
O juízo final se aproxima. E a última revolução dos humanos na Terra começou pela Fórmula 1. Algo acontece, cara. Rubinho largando em primeiro (mas calma, como sempre, terminou em segundo), Massa DEIXANDO DOIS CARAS PASSAREM PRA ECONOMIZAR COMBUSTÍVEL PRA PELO MENOS CHEGAR AO FIM DA CORRIDA! Gente, o que acontece com a Ferrari? Putz, a calculadora deles tá ruim? Eu empresto a minha, cara!
Eu sei que isso não leva a lugar nenhum. Mas não leva mesmo. Muitas pessoas até questionam se o automobilismo seria um esporte. É, talvez seja mais capricho da elite que esporte, mas uma coisa é certa: pega qualquer um na rua e coloca naquele carro pra dar uma voltinha na pista de hoje mesmo, na Espanha. Ele sai do carro com aqueles colares no pescoço, é uma atividade muito desgastante.
A pergunta que não quer calar é: Por que uma pobre vê Formula 1? Por que a Globo quer! Por que ela diz que o brasileiro é apaixonado por automobilismo! Ah claro, cada um tem sua Ferrari na sua garagem, até com o tal do Kers, o novo 'trem' inventado pelos caras do autmobilismo: uma forma de aproveitar a energia que se dissipa no processo de aceleração e que agora pode ser usada como propulsão extra nas retas. Já viu "Velozes e Furiosos"? Sabe aquele botão que eles apertam e o carro do nada voa? Então, algo parecido, só que nem tanto cinematográfico.
Quando você fica em casa, e no seu domingo tem Faustão, futebol e Fórmula 1, o que você pode fazer? Se bem que naquela época não acessava tanto a internet, certamente foi por isso. Pra vocês verem, eu vejo F1 desde quando Schumacher era o chato que ganhava tudo. Ou seja, era um porre, porque só uma pessoa ganhava.
Tenho a leve impressão de que já falei sobre essa assunto, acho que foi quando o arrombado do Tino Glock deixou o Hamilton passar e o Massa não foi campeão aqui no Brasil, no ano passado.
Mas desculpem, hoje foi um dia, na minha opinião, deprimente para a Formula 1, eu tinha que comentar.
E pra fechar: como tem rico no Brasil! E pior: muito rico opta por ser piloto, nunca vi! Cara, temos três brasileiros na Formula 1, mais alguns na Formula Indy e mais uma porrada nas categorias de base! Se fizessem estudo da concetração de renda só das famílias que tem alguém dentro do automobilismo, caraaaaca, ia dar uma concentração de renda altíssima! Esse povo não ia nem mais poder sair de casa, porque o povo ia direto na casa deles saquear o que lhes é de direito! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Alguém me dá um anti-depressivo, por favor?
Estou realmente insatisfeita, triste comigo mesma! Eu sei que é cobrança excessiva, mas cara, eu não gostei. Eu estudo patologia desde a primeira semana de aula, e tirei 5,5 na prova. Tudo bem que o macaco da novela das sete faria uma prova mais inteligível (aliás, ele pinta divinamente!), mas cara, eu estudei demais! E sabe qual é o pior?
Se alguém envolvido me ler, não me mal interprete por favor, mas o pior é que todo mundo que eu ajudei a estudar tirou uma nota maior que a minha! Claro que eu não queria que ninguém fosse mal na prova, por isso gosto de estudar com as pessoas, mas que isso dá uma raiva de mim mesma, eu não posso negar.
Eu desconfio que estou vivendo numa coisa meio "O Show de Truman", e baseado na minha trajetória, o tal do Murphy escreveu aquela Lei de Murphy. Conhece? Vou exigir meus direitos!
Só Deus sabe o quanto eu tenho que lutar pra ir contra o Murphysmo da minha vida. Ô dó.
Enfim, a Maria Bethânia tá cantando aqui.
"Reconhece a queda e não desanima!
Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!"
Na semana que vem eu volto, com a poeira devidamente sacudida.
domingo, 10 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
Amores e amores
Dreams On Fire - A R Rahman ft. Suzzanne
Antes de começar, esta é a música que eu realmente queria ter colocado no post passado, já que a M.I.A. foi chocante por causa dos tirinhos básicos, jajaja!
Confesso que na verdade não tenho nenhum tema específico pra tratar hoje (novidade). Eu começo o post pela música, e creio que o clima do texto deve combinar com o clima da música.
Poderia ter contado as coisas que aconteceram na minha semana, mas nada de muito especial, como sempre.
Poderia dizer que tomei minha segunda dose de Hepatite B, e que tomei uma bronca da enfermeira por ter demorado quase um mês em voltar. Que morri em dez reais na xerox, pra pagar mil textos que ainda não comecei a ler. Que fui mal na prova de uma disciplina que eu venho estudando desde que começou o período, e por isso estou frustradíssima. Que tenho uma prova de técnica dietética, mas estou com uma preguiça mortal de estudar. E que estou com o rádio ligado pra não ouvir o Alexandre Pires do vizinho pela milésima vez.
Alguma coisa de interessante que se possa comentar?
Então, o jeito é usar a música como inspiração.
O amor transborda da letra e melodia de "Dreams on fire". E também da história que ela ajuda a contar, afinal Jamal (Dev Patel) nunca se esqueceu de Latika (Freida Pinto), mesmo com todas as reviravoltas que uma vida pode dar. Mas o amor entre duas pessoas é algo muito restrito, muito particular e diria até personalizado. Tem uma música da Aline Muniz que fala sobre isso, e dá pra ter uma noção disso:
Tem apaixonado que faz serenata
Tem amor de raça e amor vira-lata
Amor com champanhe, amor com cachaça
Amor nos iates, nos bancos de praça
Tem homem que briga pela bem amada
Tem mulher maluca que atura porrada
Tem quem ama tanto que até enlouquece
Tem quem dê a vida por quem não merece
Amores à vista, amores à prazo
Amor ciumento que só cria caso
Tem gente que jura que não volta mais,
Mas jura sabendo que não é capaz
Tem gente que escreve até poesia
E rima saudade com hipocrisia
Tem assunto à beça pra gente falar
Mas não interessa, o negócio é amar
E como nesse terreno, cada caso é um caso, é díficil teorizar o amor. Acho que a teoria sobre o amor mais sucinta e mais... apropriada que eu conheço é essa:
"Deus é amor
O amor é cego
Steve Wonder é cego
Logo, Steve Wonder é Deus"
O amor é cego
Steve Wonder é cego
Logo, Steve Wonder é Deus"
* Isso é que dá prestar atenção no que escrevem nos rodapés de programas de TV.
Mas voltando a falar sério, há uma busca incessante pelo amor. A forma mais fácil de teorizar o amor e idealizá-lo é escrever. Romances.
Isso explica o fato de romances como Crepúsculo e todos os outros livros da série serem um sucesso absurdo. Não estou dizendo que é feio ou 'não cult' ler esse tipo de livro. Só digo que o encantamento pelo livro surge por algo que devia ser a base de nossos pensamentos e nossas ações: o amor.
Por isso as pessoas acham tão lindo a forma como há a "interação romântica" entre os protagonistas, as frases impactantes e apaixonadas que o vampiro diz à mocinha. Infelizmente, nos surpreendemos e suspiramos quando lemos esse tipo de coisas, quando na verdade, era pra ser o mais normal entre os seres humanos, 'entende?'
A verdade é que nesse mundo estranho, de coisas mais e mais bizarras aparecendo a cada dia, com uma violência estampada na cara do cotidiano, o amor está cada vez mais raro. Estamos ávidos por paz e harmonia, mas ainda não percebemos. Por isso até quem lia Harry Potter queria achar um romance entre Harry e Ermione, quando esse nem era tema principal do livro. Ainda tem gente até hoje querendo matar a autora por ter unido Ermione a Rony. (Nunca li os livros, nem vi os filmes de Harry Potter. Mas como todo e qualquer habitante do planeta Terra, conheço pessoas que gostam.)
De forma nenhuma, posso mortificar aqui os que tomam pra si essa árdua tarefa de tentam teorizar o amor na forma de personagens fictícios, afinal escrevo em parceria uma fan fic. Fan fic é uma história escrita por fãs baseada no seu objeto de admiração. Tudo que é corrente fanática tem suas fan fics. E nelas se descobrem verdadeiros talentos, e longe disso eu estou incluída, kkkkkkkkkkkkkkkk!
Mas a graça de reinventar histórias, principalmente histórias românticas como "La fea más Bella" é não perder o contato com essa aura positiva, mesmo que você não tenha nascido pra isso. Porque eu acho que amor tem uma aura, uma "alma" que completa a nossa existência. E não é necessário muitos esforço, ou muitos 'furfles feelings' pra perceber.
É por isso que eu escrevo, tanto na fic, quanto aqui. Porque amo o que escrevo, amo o que faço, e sei que faço o que me sai da parte emocional do meu cérebro, porque no meu coração mesmo só tem sangue e uma mitral levemente avariada, hehe! Além disso, o resultado, me deixa muito satisfeita, tanto no eixo 'produção' e no eixo 'satisfação pessoal'.
Mas esse amor é muito pequeno frente ao amor que verdadeiramente deve existir no coração de cada um dos habitantes desse mundo: o amor à vida.
Valorizar a vida é amar os que te cercam e querer o bem de todos, e ter todos os seus companheiros de planeta Terra como seus colaboradores para um mundo melhor.
Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois...
É cuidar de seu próprio corpo, afinal ele te foi dado sem nenhum custo. Todos vamos morrer, mas a forma como você cuida do seu corpo vai determinar como você vai morrer. Pense nisso!
Bom é não fumar
Beber só pelo paladar
Comer de tudo que for bem natural
Cuidar da mente também é fundamental. Fazer algo que ocupe seus pensamentos é bom, mas na medida certa. E lembre-se dos ensinamentos do grande mestre:
Trabalhar não é ruim O ruim é ter que trabalhar
Aí você vai me perguntar: e você faz alguma coisa dessas aí?
Claro que não! Não sou hipócrita! Não sei a fórmula de uma vida perfeita. Mas o mínimo de consciência temos que ter. Não é fácil ter auto-estima, Angélica Vale que o diga. Não é fácil dissociar o dinheiro da felicidade, Jaime Camil que o diga. Então como eu não tenho nenhum dos dois, eu parto do ponto zero.
Hoje, estou feliz porque estou no ponto zero, pois poderia estar no ponto negativo. Esse ponto negativo se chama depressão. Sobre o assunto, minha amiga Raquel eescreveu em seu blog sobre o assunto, por uma motivação que é realmente intrigante: porque um jovem saudável, entrando no nível universitário, com dois braços e duas pernas, se joga de um prédio e decide qual o fim da história? (Leia aqui, não seja preguiçoso).
Depois discutimos sobre o assunto nos comments mesmo, e ela me falou sobre um texto que tinha lido de um escritor que descrevia o que era isso de se matar, qual é a motivação. E chega-se a conclusão de que o que opera esse desastre é falta de sentido na vida. Ela simplesmente perde a graça. Ou seja, fazendo uma analogia bem generosa, a essas pessoas falta o amor. Falta sentir a presença desse sentimento nas suas vidas.
O amor é o que dá sabor à vida.
O amor é a manteiga no pão quentinho.
O amor é o azeite da salada.
O amor é a cereja fresca no bolo.
O amor é a cobertura de chocolate no bolo de cenoura.
Ou seja, sem ele a vida não tem a menor graça
Então, pelo amor de Cristo, ame. Ame. Só ame. Ame a sua mãe, o seu pai, a sua madrasta, o sol, o Aterro do Flamengo e a visão que a gente tem do Pão de Açúcar quando pega o microonibus da faculdade junto a umas cem cabeças. Ame a sua rotina, pelo menos você tem uma. Ame até a gata insistente que ainda pensa que a casa ao lado da sua ainda é seu lar.
E não preste muita atenção no Jornal Nacional. Não adianta saber de cor e salteado todas as tragédias que ocorreram no dia e não se levantar do seu sofá pra tentar reverter essa situação. Pelo menos, ame a Deus e ame a vida por essas tragédias não terem acontecido com você. Acredite, já estará fazendo uma diferença brutal no climão que esse mundo vive.
Lute para transmitir segurança e felicidade para as pessoas que te cercam, também estará fazendo uma diferença brutal na vida dessas pessoas. Todos têm problemas, e nem sempre gostam de dividi-los com os outros. Mas só o fato de ver alguém que consegue se equilibrar nessa corda bamba que é a vida já pode ajudar o outro a perceber que é possível atingir essa grande façanha: a felicidade.
Quem somos nós pra falar de amor? Quem somos nós para julgar o amor dos outros? Cada um ama como quer, quando quer, se está disposto... Mas sabe por que é importante amar a si mesmo? Porque aí você não fica dependente do amor alheio. Claro que precisamos de outras pessoas, ninguém tem vocação pra ser Robinson Crusoé. Mas se amar é um fator protetor para a obessessão e a decepção. Experiência própria. Afinal, cada um ama como quer, não existe regras, não existe um limite. Ainda não existe Constituição nem Bíblia para guiar os nossos passos no território do amor. E sei disso, cada um faz o que quer com seu cuore, mas convenhamos: não seria mais fácil se tudo fosse mais natural, sem tentativas de previsões, sem tentar evitar danos? Simplesmente ir e pronto? Teorizar o amor na forma de romances é bom pois populariza o conceito, todos podem sentir uma amostra grátis do que é o tal amor. Mas não tente colocar muita teoria no amor de verdade, isso não existe, isso não é de Deus.
Experiência própria.

Aí você vai me perguntar: e você faz alguma coisa dessas aí?
Claro que não! Não sou hipócrita! Não sei a fórmula de uma vida perfeita. Mas o mínimo de consciência temos que ter. Não é fácil ter auto-estima, Angélica Vale que o diga. Não é fácil dissociar o dinheiro da felicidade, Jaime Camil que o diga. Então como eu não tenho nenhum dos dois, eu parto do ponto zero.
Hoje, estou feliz porque estou no ponto zero, pois poderia estar no ponto negativo. Esse ponto negativo se chama depressão. Sobre o assunto, minha amiga Raquel eescreveu em seu blog sobre o assunto, por uma motivação que é realmente intrigante: porque um jovem saudável, entrando no nível universitário, com dois braços e duas pernas, se joga de um prédio e decide qual o fim da história? (Leia aqui, não seja preguiçoso).
Depois discutimos sobre o assunto nos comments mesmo, e ela me falou sobre um texto que tinha lido de um escritor que descrevia o que era isso de se matar, qual é a motivação. E chega-se a conclusão de que o que opera esse desastre é falta de sentido na vida. Ela simplesmente perde a graça. Ou seja, fazendo uma analogia bem generosa, a essas pessoas falta o amor. Falta sentir a presença desse sentimento nas suas vidas.
O amor é o que dá sabor à vida.
O amor é a manteiga no pão quentinho.
O amor é o azeite da salada.
O amor é a cereja fresca no bolo.
O amor é a cobertura de chocolate no bolo de cenoura.
Ou seja, sem ele a vida não tem a menor graça
Então, pelo amor de Cristo, ame. Ame. Só ame. Ame a sua mãe, o seu pai, a sua madrasta, o sol, o Aterro do Flamengo e a visão que a gente tem do Pão de Açúcar quando pega o microonibus da faculdade junto a umas cem cabeças. Ame a sua rotina, pelo menos você tem uma. Ame até a gata insistente que ainda pensa que a casa ao lado da sua ainda é seu lar.
E não preste muita atenção no Jornal Nacional. Não adianta saber de cor e salteado todas as tragédias que ocorreram no dia e não se levantar do seu sofá pra tentar reverter essa situação. Pelo menos, ame a Deus e ame a vida por essas tragédias não terem acontecido com você. Acredite, já estará fazendo uma diferença brutal no climão que esse mundo vive.
Lute para transmitir segurança e felicidade para as pessoas que te cercam, também estará fazendo uma diferença brutal na vida dessas pessoas. Todos têm problemas, e nem sempre gostam de dividi-los com os outros. Mas só o fato de ver alguém que consegue se equilibrar nessa corda bamba que é a vida já pode ajudar o outro a perceber que é possível atingir essa grande façanha: a felicidade.
Quem somos nós pra falar de amor? Quem somos nós para julgar o amor dos outros? Cada um ama como quer, quando quer, se está disposto... Mas sabe por que é importante amar a si mesmo? Porque aí você não fica dependente do amor alheio. Claro que precisamos de outras pessoas, ninguém tem vocação pra ser Robinson Crusoé. Mas se amar é um fator protetor para a obessessão e a decepção. Experiência própria. Afinal, cada um ama como quer, não existe regras, não existe um limite. Ainda não existe Constituição nem Bíblia para guiar os nossos passos no território do amor. E sei disso, cada um faz o que quer com seu cuore, mas convenhamos: não seria mais fácil se tudo fosse mais natural, sem tentativas de previsões, sem tentar evitar danos? Simplesmente ir e pronto? Teorizar o amor na forma de romances é bom pois populariza o conceito, todos podem sentir uma amostra grátis do que é o tal amor. Mas não tente colocar muita teoria no amor de verdade, isso não existe, isso não é de Deus.
Experiência própria.

sábado, 25 de abril de 2009
Gatos tem amnésia?
M.I.A. PAPER PLANES.mp3 - Mia
Um post falando de amenidades...
Aqui na Cidade Maravilhosa, foi feriado a semana toda. Bom, pelo menos pra mim. O professor de nutrição normal quase ficou com lágrimas nos olhos ao ser impedido de dar duas aulas por forças maiores. E eu agradeço muito por esse descanso.
Descanso é o caramba.
Passei a semana toda praticamente em casa, estudando, e no dia que sai, adivinha? Fui para a casa de uma colega para estudar patologia. Acho que passamos mais tempo dentro de um armarinho tirando xerox do que estudando, mas o que vale é a intenção de estudar.
Então, como passei a semana toda dentro de casa, não vi gente, vi o sol pela janela com grades, ou seja, não vi a vida acontecendo de forma plena. E, por isso, não tenho um assunto que seja interessante.
Além dos livros, apostilas, exercícios e programas de humor, essa semana teve algo de diferente. Um bichano, ou melhor, uma bichana, mudou a rotina das minhas noites, principalmente.
A pergunta do título é séria: gatos tem amnésia? É porque eu e minha mãe só chegamos a essa conclusão. Explicando a história...
Há algum tempo, tinhamos vizinhos na casa ao lado que tinham adotado uma gata. Ele teve filhotes e tudo. Só que, na época do Carnaval, eles se mudaram. Só que foram pra uma casa na mesma rua, segundo os comentários da vizinha mais informada, hehe. (E eu não sei onde fica essa casa) Eles demoraram alguns dias pra levar todas as suas coisas e esvaziar a casa, e enquanto isso, a gata vinha até a antiga casa, à procura dos donos. Ficava miando feito louca, e eu cheguei a pensar que eles a tinham abandonado. Mas na verdade, era ela que ainda não tinha se adaptado.
Passaram os dias e ela não apareceu mais. Só que, não sei que aconteceu com a louca da gata, que ela agora voltou pra cá, e fica miando na porta da antiga casa. Só que agora, já tem outras pessoas morando. O casal não está entendendo nada e já está perdendo a paciência com a felina desmemoriada.
Não teria problema nenhum que ela viesse andar por aqui, afinal ela já conhece. Agora, ficar mianda na porta de 'casa', pensando que os donos ainda moram ali, é meio doido, né não? Ou estou superestimando a inteligência felina?
Eu cheguei até a procurar coisas sobre o assunto, mas acabou me preocupando mais ainda.

Caramba! Isso é caro! Eu poderia até ceder a manteiga pra 'minina' achar o caminho da sua roça, mas um chip? Nem que fosse de celulex, tipo 15 reais, eu poderia contribuir...Descanso é o caramba.
Passei a semana toda praticamente em casa, estudando, e no dia que sai, adivinha? Fui para a casa de uma colega para estudar patologia. Acho que passamos mais tempo dentro de um armarinho tirando xerox do que estudando, mas o que vale é a intenção de estudar.
Então, como passei a semana toda dentro de casa, não vi gente, vi o sol pela janela com grades, ou seja, não vi a vida acontecendo de forma plena. E, por isso, não tenho um assunto que seja interessante.
Além dos livros, apostilas, exercícios e programas de humor, essa semana teve algo de diferente. Um bichano, ou melhor, uma bichana, mudou a rotina das minhas noites, principalmente.
A pergunta do título é séria: gatos tem amnésia? É porque eu e minha mãe só chegamos a essa conclusão. Explicando a história...
Há algum tempo, tinhamos vizinhos na casa ao lado que tinham adotado uma gata. Ele teve filhotes e tudo. Só que, na época do Carnaval, eles se mudaram. Só que foram pra uma casa na mesma rua, segundo os comentários da vizinha mais informada, hehe. (E eu não sei onde fica essa casa) Eles demoraram alguns dias pra levar todas as suas coisas e esvaziar a casa, e enquanto isso, a gata vinha até a antiga casa, à procura dos donos. Ficava miando feito louca, e eu cheguei a pensar que eles a tinham abandonado. Mas na verdade, era ela que ainda não tinha se adaptado.
Passaram os dias e ela não apareceu mais. Só que, não sei que aconteceu com a louca da gata, que ela agora voltou pra cá, e fica miando na porta da antiga casa. Só que agora, já tem outras pessoas morando. O casal não está entendendo nada e já está perdendo a paciência com a felina desmemoriada.
Não teria problema nenhum que ela viesse andar por aqui, afinal ela já conhece. Agora, ficar mianda na porta de 'casa', pensando que os donos ainda moram ali, é meio doido, né não? Ou estou superestimando a inteligência felina?
Eu cheguei até a procurar coisas sobre o assunto, mas acabou me preocupando mais ainda.
Esfregar manteiga nas patas de um gato ajuda-o a encontrar o caminho de regresso a casa se se perder
Se quiser marcas de gordura em toda a mobília, então, força, esfregue manteiga nas patas do seu gatinho, mas se o que realmente quer é que o seu gatinho encontre mesmo o caminho para casa, instalar um microchip é de longe a melhor solução. Dessa forma, se ele se perder, e se for entregue a uma clínica veterinária ou a um centro de acolhimento, os funcionários vão conseguir consultar os seus dados. A partir daí vão poder levá-lo até à sua casa, são e salvo.
Gatos podem encontrar o caminho de casa mesmo através de longas distâncias e caminhos desconhecidos.
Pesquisas mostram que eles usam o campo magnético da Terra como uma bússola gigante, guiando-se por sinais de partículas de ferro existentes em seus tecidos vivos.
Abismal!
Então, alguém me explica o que aconteceu com essa maluquete, por que a coisa não tá prestando. Ontem às duas da manhã, ela já estava arranjando confusão de novo com os gatos das redondezas. Ontem eram dois querendo pegar ela na porrada, ou na unhada.
Posso fazer uma coisa meio clichê agora?
Dicas para o ócio
Leia: Putz, faz tempo que eu não leio livros sem ser 'científicos'... Então, eu recomendo "República dos Bugres" de Ruy Tapioca, se você gosta de ter uma leitura divertida e que, de quebra, fala um pouco da na nossa história de Brasil Império. É um livro raxante e muito inteligente. O problema é que tem certas cosias que não dá pra saber se é fato ou invenção do autor. Mas do jeito que nossa história é cheia de fatos bizarros, por via das uvidas, acredite que é verdade.
Ouça: a Trilha sonora de "Quem Quer Ser Um Milionário?" (Slumdog Millionaire). Eu acho que ganhou um Oscar. Mas o Oscar não importa. O que importa é que tem músicas fodásticas: Jai Ho é a clássica, do clip Bolliwood do final do filme; Dreams on Fire, que é a Latika's Theme, só que com letra e 100 vezes mais linda e delicada; ambas as Paper Planes (a Remix não tem os tiros, hehe); Ringa Ringa, que é toda lasciva e voluptuosa (nem sei se tem muito a ver colocar essas palavras, mas gosto tanto delas).
Veja: CQC e Furo MTV, se você quer se informar, mas não que ver o Datena e nem o Jornal Nacional. Ou seja, quer saber o que acontece no mundo a sua volta, mas quer manter sua integridade mental. Só rindo pra não chorar, já me convenci. E tem coisas que eu não tenho a menor vergonha de dizer que DISPENSO saber, porque de nada vai adiantar ficar resmungando que só acontecem absurdos, que muitas pessoas morrem em vão. A vida não volta atrás, e a unica coisa que posso fazer é cumprir meu papel como cidadá, ou como pessoa que mininamente não infringe nenhuma lei do código penal.
Acesse: O blog do Mion! Jajajaja! Ele já é o mais acessados dos mais de 100 blogs da MTV, não precisa de mais propaganda, mas eu indico pq eu sempre gostei dele, e acho que ele está falando coisas que muita gente teria um pouco de medo de comentar e se comprometer. Bom, pra quem gosta dele, é uma boa. Pra quem não quer vê-lo nem pintado de verde, esquece, hahahaha!
www.mtv.com.br/marcosmion
www.mtv.com.br/marcosmion
E fique de olho: No mais novo golpe político do pedaço! Dilma Roussef com câncer? "Owwwwwn, tadinha...". Não fique com peninha! É por uma boa causa!
Nos vemos em 2010.
¬¬
Paisinho mais podre.
Nos vemos em 2010.
¬¬
domingo, 19 de abril de 2009
Atualizações
Nunca fiz um arroz tão papa como hoje. Isso porque fui fazer a forma mais nutricionalmente adequada que a professora ensinou. Enfim, eu é que sou ruim de cozinha mesmo, confesso.
E nunca tomei café tão cedo como na quarta feira. Duas e meia da manhã! Acontece que levantei às 2h pensando que era 5h. Quando eu acordo e olho o visor do celular, não vejos os números direito. E numa dessas confundi o 2 com o 5. É, isso foi engraçado. Eu ia sair de casa às 3 da manhã, hahahaha.
Esse é o problema de ser pobre. Você acorda cedo porque mora na ponte que partólia, e acorda mais cedo ainda pra pegar o ônibus da faculdade, e assim economizar uma passagem. Ô dó.
O problema não é tomar chicotada ao entrar no trem. Ahhhh sim, esse dia que eu acordei às 2 h foi o mesmo dia que ocorreu o fato que chocou o país. Passei naquele mesmo lugar uma hora antes.
Que hipocrisia, viu? Chicotada mesmo é o preço da passagem do trem. É o ramal Belford Roxo, o Saracuruna, Japeri, VILA INHOROMIM! Qual a qualidade de vida de uma pessoa que vive em Vila Inhoromim e trabalha no Centro do Rio?
Chicotada na carteira é o preço da passagem do metrô, que aumenta vinte centavos pra que a MetroRio compre tvs de plasma pra enfeitar as estações. São os ônibus lotados, com horários malucos, sem manutenção. Olha, teve um dia que eu fui pegar o ônibus por causa da greve dos trens, e o ônibus demorou mais que o trem. Pra ser exata, passaram dois trens antes do ônibus chegar. Lotado, lógico. Repetindo, estava de GREVE.
Eu queria falar sobre tantas coisas, mas por causa da vida corrida, a gente não tem tempo de se organizar e as idéias se vão da nossa mente...
Se vc já viu, veja de novo, é um momento histórico!
Eu não gosto desse tipo de exploração da inocência de uma criança. Até porque ela começa a perceber que chama a atença, e passa a forçar as atitudes pra ter mais atenção. Mas enfim, Maisa, obrigada por nos esclarecer, essa dúvida que alimentava o folclore televisivo.
Xoreeeeeeiii!
P.s.: Se ele usa peruca, ou esse tipo de aplique, por que diabos ele vai no Jassa?
Pai eterno, realmente esqueci tudo que eu tinha pra falar.
Só mais uma coisa. Eu estou assustada com Marcelo Adnet. Gente, como ele consegue? Só nos ultimos dias, vi esse ser humano imitar Ana Carolina e Dercy, Dinho Ouro Preto, Datena, Gilberto Gil, Caetanet Veloso, Silvio Santos, Lombardi, Marcos Mion, Jorge Benjor, Cid Moreira, um indiano, os locutores da Globo que anunciam a sessão da tarde, e mais mil pessoas que eu não lembro....
Esse é um clássico. Vai pelos favoritos que você acha mais coisas, tipo o Silvio Santos brincando de O Gato Mia, os vídeos do Quinta Categoria do ano passado... Se te interessar, óbvio.
E nunca tomei café tão cedo como na quarta feira. Duas e meia da manhã! Acontece que levantei às 2h pensando que era 5h. Quando eu acordo e olho o visor do celular, não vejos os números direito. E numa dessas confundi o 2 com o 5. É, isso foi engraçado. Eu ia sair de casa às 3 da manhã, hahahaha.
Esse é o problema de ser pobre. Você acorda cedo porque mora na ponte que partólia, e acorda mais cedo ainda pra pegar o ônibus da faculdade, e assim economizar uma passagem. Ô dó.
O problema não é tomar chicotada ao entrar no trem. Ahhhh sim, esse dia que eu acordei às 2 h foi o mesmo dia que ocorreu o fato que chocou o país. Passei naquele mesmo lugar uma hora antes.
Que hipocrisia, viu? Chicotada mesmo é o preço da passagem do trem. É o ramal Belford Roxo, o Saracuruna, Japeri, VILA INHOROMIM! Qual a qualidade de vida de uma pessoa que vive em Vila Inhoromim e trabalha no Centro do Rio?
Chicotada na carteira é o preço da passagem do metrô, que aumenta vinte centavos pra que a MetroRio compre tvs de plasma pra enfeitar as estações. São os ônibus lotados, com horários malucos, sem manutenção. Olha, teve um dia que eu fui pegar o ônibus por causa da greve dos trens, e o ônibus demorou mais que o trem. Pra ser exata, passaram dois trens antes do ônibus chegar. Lotado, lógico. Repetindo, estava de GREVE.
Eu queria falar sobre tantas coisas, mas por causa da vida corrida, a gente não tem tempo de se organizar e as idéias se vão da nossa mente...
- A mini petis contra ataca
Se vc já viu, veja de novo, é um momento histórico!
Eu não gosto desse tipo de exploração da inocência de uma criança. Até porque ela começa a perceber que chama a atença, e passa a forçar as atitudes pra ter mais atenção. Mas enfim, Maisa, obrigada por nos esclarecer, essa dúvida que alimentava o folclore televisivo.
Xoreeeeeeiii!
P.s.: Se ele usa peruca, ou esse tipo de aplique, por que diabos ele vai no Jassa?
Tchicher de Nutrição normal
Pai eterno, realmente esqueci tudo que eu tinha pra falar.
Só mais uma coisa. Eu estou assustada com Marcelo Adnet. Gente, como ele consegue? Só nos ultimos dias, vi esse ser humano imitar Ana Carolina e Dercy, Dinho Ouro Preto, Datena, Gilberto Gil, Caetanet Veloso, Silvio Santos, Lombardi, Marcos Mion, Jorge Benjor, Cid Moreira, um indiano, os locutores da Globo que anunciam a sessão da tarde, e mais mil pessoas que eu não lembro....
Esse é um clássico. Vai pelos favoritos que você acha mais coisas, tipo o Silvio Santos brincando de O Gato Mia, os vídeos do Quinta Categoria do ano passado... Se te interessar, óbvio.
Só pra não ficar um vazio...

... e pra informar que ainda estou viva.
E não! Não terminei o trabalho de nutrição normal, pois a cada aula que eu tinha, eu via que algo precisava ser modificado. Se eu tivesse paciência, eu até explicaria a minha saga pra encaixar a cota de proteínas correta na dieta. Enfim... Quer um conselho? Coma menos proteínas, estamos exagerando demais. Mas quer saber? Se vc come menos proteínas, você está fadado a não alcançar os valores de ferro e cálcio, podendo ter anemia e osteoporose. "Olha que gostoso!", diria Cristian Pior.
Mas amanhã é o ultimato!
E aí sim, depois que eu terminar, eu venho atualizar o blog. Isso se até amanhã eu não esquecer de tudo que eu tinha pra falar.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Aos amigos de Angélica
Há duas semanas atrás, rolou o estresse total da minha parte, desde quando uma mulher chamada Angélica Vale, atriz mexicana de certo renome nesse país, fez um comunicado em relação a um fato que estava povoando as agências de notícias de México e Estados Unidos em seu fã clube brasileiro.
Na semana passada, eu queria postar um texto especial falando sobre tudo que achava sobre o ocorrido, depois de ter pensado com cabeça fria e tudo mais, mas não foi possível, pois comecei a fazer o tal trabalho de Nutrição Normal, que vou começar a investir mais tempo nele a partir de amanhã.
Então, somente hoje tenho a oportunidade de expressar a minha opinião, que eu ainda não sei qual é. Talvez não escreva muito pela limitação das minhas mãos, pois já digitei 14 páginas de um relatório hoje.
Só que chego hoje à noite, para olhar minha vida fora do ambiente acadêmico, e vem uma avalanche de coisas que modificam totalmente a estrutura da coisa.
E por isso não sei mais o que escrever.
Ao som de Fino Coletivo, um grupo que tem músicas que me acalmam muito, eu digo que a imagem que tinha de Angélica Vale foi se desfazendo na minha frente. Ou na minha mente. Talvez por culpa minha: talvez eu a tenha superestimado no meu cérebro, tenha esperado atitudes mais que exemplares de sua parte, e qualquer xixi fora do pinico foi um motivo grande pra que tudo fosse jogado pelos ares. Toda a admiração, toda a expectativa, todo o orgulho de ser fã de um prodígio.
Talvez esse foi o erro: ter esperado demais de um ser humano, que erra, que tem o direito de se equivocar. Mas enfim, não sei foi um erro tão grande, porque eu tinha uma espécie de margem de segurança. Ao ser seguidora de pessoas tão opostas, quanto a comportamento virtual, como Jaime Camil e Angélica Vale, eu simplesmente não aceitava que ela se mostrasse tão perfeita, e tivesse uma postura tão almofadinha. Então, em certos aspectos, eu a chamava de mentirosa, de falsa, mas tudo no bom espírito da astralidade, onde as regras são diferentes. Quanto mais ela negava (na minha interpretação, mentia), mas eu me indignava, mas no fundo gostava. Uma dose de masoquismo não faz mal a ninguém. "Vou queimar seu peito com o isqueiro", do Zéu, está aí pra mostrar isso.
Ela pediu descanso. Eu disse: mais que merecido! Agora: dois anos descansando? Acho que nem as pessoas que fraudam os laudos da previdência social para licença por doença ficam tanto tempo assim na maré calma. Isso foi me incomodando muito, porque eu não admito que possa existir pessoa mais preguiçosa que eu. E mesmo a pessoa que vos fala, com a sua preguicite aguda nata, ainda rala um pouco. Eu tenho atividade física leve, e não uma atividade de estado de sono!
E daí vieram os problemas, que não vou repetir por questões óbvias: quer saber quais são ou gostaria de rememorá-los, querido leitor, é só procurar mais abaixo os posts antigos que tratam sobre o assunto.
E depois fiquei pensando: por que tive a capacidade de julgá-la tão, mas tão mal?? Capaz de compará-la, ou colocá-la no patamar de pessoas 'zero à esquerda'? Não sei, eu fiquei pensando que, caramba, se ela não conseguia confiar no seu próprio talento, ter a consciência da qualidade do seu trabalho e do seu potencial e capacidade, e ir à luta, por a mão na massa, por que seria diferente com a vida pessoal? Se tinha uma visão conformista com a sua vida profissional, por que não o seria com a pessoal, que tem aspectos muito mais difíceis, como encontrar o amor de sua vida e ter filhos bonitos e fotogênicos?
Só que antes disso, eu tinha visto o comunicado, pensando que era subterfúgio para não responder as perguntas. E ela respondeu as perguntas. As três perguntas das três perigosas, abusantes e vitaminadas brasileiras que botaram a cara pra bater e perguntaram sem dó nem piedade sobre o delicado assunto, colocando o dedo na ferida. Mas isso também não significa nada. O fato de ter respondido as perguntas tem o mesmo efeito dúbio do comunicado: ser uma fofa que pensa sempre nos fãs; ou uma forma de não deixar os fãs influenciáveis, e tê-los por perto, pensando que o que lhes é passado de fonte 'segura'. Não entrarei nesse mérito, porque não serei imparcial.
A única conclusão que eu tomo, depois de tanto tempo repousando minha mente, e deixando minhas opiniões decantarem, eu penso que Angélica Vale não é minha diva, nem minha M. alguma coisa, nem nada. Nem meu modelo de exemplo.
Angélica Vale não tem um tio que mora em Rondônia, e morre de saudades dele, e principalmente do seu churrasco.
Angélica Vale não brincou de Banco Imobiliário com um amigo que inventava regras novas pra poder ganhar. Afinal, só ele entendia as regras.
Angélica Vale teve a sorte de não passar quase todos os fins de semanas de uns dois ou três anos num fim de mundo chamado Sepetiba.
Angélica Vale tem casa própria. Uma não, várias.
Angélica Vale não tirou uma foto com um cara vestido de Priscila da TV colosso, no dia das crianças, num lugar que hoje é conhecido como "Castelo das Pedras". Muito menos tem o CD da TV Colosso.
Angélica não ganhou um Sega Saturn e um relógio amarelo quindim hiper fodástico de um tio muito, mas muito querido, que me conhece desde que eu tinha dois anos, chegava no meio dos adultos, 'falava, falava, falava, e não entendia nada!', dizia ele.
Angélica Vale não comia sobras de massa de salgado, enquanto seu pai fazia as coxinhas e enroladinhos.
Angélica Vale não sabia as horas pela programação da tv.
Angélica Vale não ouve Eduardo Dusek, não sabe as músicas do Mamonas Assassinas de cor e salteado, e nunca ouviu sequer um sambinha do Martinho da Vila, nem um som do Tim Maia. Coitada, não sabe o que perdeu.
Angélica Vale não sabe quem sou eu, mas eu sei quem é Angélica Vale.
A avó materna de Angélica Vale não teve 15 filhos. E não os alimentou de peixe, pirão, e muita disciplina.
A mãe de Angélica Vale não foi empregada doméstica por anos, e não tem como comprovar todos esses anos de trabalho.
O pai de Angélica Vale não tinha o umbigo estufado. Não que eu saiba.
Meu pai não era humorista. Mas eu sempre ri horrores com ele.
Minha mãe não é cantora, muito menos atriz. Mas adora colocar seu CD do Marcio Greick pra tocar e cantar junto (quando eu não estou em casa, obviamente), e sabia 'Mulheres Apaixonadas' quase de cor.
E por fim, não sou atriz, nem cantora, nunca apareci na televisão. Meus pais não são ricos e não tive casa de bonecas de dois andares quando era criança. Mas sei muita coisa que pouca gente sabe, e gosto de muita coisa que pouca gente dá valor.
E por isso eu tenho o meu valor.
Depois de pensar quem eu sou, qual é a minha origem, o que eu represento pra mim mesma, vejo a minha vida e a vida de Angélica Vale e o quê? O que há de fantástico nessa história, se quem aprendeu aqui a matar um leão por dia desde cedo fui eu, e não ela? Por que admirá-la, se posso admirar a mim mesma, por ter conseguido que o poucos conseguem, como sobreviver três anos com vinte matérias e trezentas idas ao centro da cidade no curso técnico, pular de bolsa em bolsa de cursos de inglês ou conseguir uma vaga numa universidade pública, num curso de ciências biológicas?
Angélica é uma boa pessoa, trata o próximo sempre com respeito, é educada, doce e bem humorada. Mas de concreto e palpável, não sabe o que é ter uma dificuldade. Não estou subjugando ou diminuindo a importância de seus complexos de inferioridade, que seria o que aproximaria um ser normal a ela. Mas eu também tive tudo isso, e continuo tendo, até porque beleza interior não é algo que se compra em cápsulas na farmácia, e mesmo assim continuo ativa, lutando, e botei minha cara pra bater. Tive medo, mas persisti, mesmo não tendo a conta bancária, as estatísticas e as probabilidades ao meu favor.
Meu exemplo sou eu.
Meu cabelo não se arruma nem com todo o creme do mundo. Minhas unhas sempre quebram em momentos inoportunos. Uso óculos e quando burra velha, terei problemas na coluna e terei que colocar o bendito aparelho. Não tenho estilo, minha mãe compra a maioria das roupas pra mim. Minha cara lavada já diz que não sigo padrões da moda, e se tentasse segui-los por uma vez, já teria me jogado da ponte Rio-Niterói por uma depressão profunda. Não amarro os cadarços do tênis, e ando descalça na biblioteca da faculdade, quando vou com a sandália rasteira que escorrega. Mas pelo menos amo o que faço, amo o que estudo. E se tivesse hipotireoidismo, e já estivesse tomando os medicamentos, não teria mais explicação para continuar com uns quilinhos a mais.
Minha diva sou eu.
Na semana passada, eu queria postar um texto especial falando sobre tudo que achava sobre o ocorrido, depois de ter pensado com cabeça fria e tudo mais, mas não foi possível, pois comecei a fazer o tal trabalho de Nutrição Normal, que vou começar a investir mais tempo nele a partir de amanhã.
Então, somente hoje tenho a oportunidade de expressar a minha opinião, que eu ainda não sei qual é. Talvez não escreva muito pela limitação das minhas mãos, pois já digitei 14 páginas de um relatório hoje.
Só que chego hoje à noite, para olhar minha vida fora do ambiente acadêmico, e vem uma avalanche de coisas que modificam totalmente a estrutura da coisa.
E por isso não sei mais o que escrever.
Ao som de Fino Coletivo, um grupo que tem músicas que me acalmam muito, eu digo que a imagem que tinha de Angélica Vale foi se desfazendo na minha frente. Ou na minha mente. Talvez por culpa minha: talvez eu a tenha superestimado no meu cérebro, tenha esperado atitudes mais que exemplares de sua parte, e qualquer xixi fora do pinico foi um motivo grande pra que tudo fosse jogado pelos ares. Toda a admiração, toda a expectativa, todo o orgulho de ser fã de um prodígio.
Talvez esse foi o erro: ter esperado demais de um ser humano, que erra, que tem o direito de se equivocar. Mas enfim, não sei foi um erro tão grande, porque eu tinha uma espécie de margem de segurança. Ao ser seguidora de pessoas tão opostas, quanto a comportamento virtual, como Jaime Camil e Angélica Vale, eu simplesmente não aceitava que ela se mostrasse tão perfeita, e tivesse uma postura tão almofadinha. Então, em certos aspectos, eu a chamava de mentirosa, de falsa, mas tudo no bom espírito da astralidade, onde as regras são diferentes. Quanto mais ela negava (na minha interpretação, mentia), mas eu me indignava, mas no fundo gostava. Uma dose de masoquismo não faz mal a ninguém. "Vou queimar seu peito com o isqueiro", do Zéu, está aí pra mostrar isso.
Ela pediu descanso. Eu disse: mais que merecido! Agora: dois anos descansando? Acho que nem as pessoas que fraudam os laudos da previdência social para licença por doença ficam tanto tempo assim na maré calma. Isso foi me incomodando muito, porque eu não admito que possa existir pessoa mais preguiçosa que eu. E mesmo a pessoa que vos fala, com a sua preguicite aguda nata, ainda rala um pouco. Eu tenho atividade física leve, e não uma atividade de estado de sono!
E daí vieram os problemas, que não vou repetir por questões óbvias: quer saber quais são ou gostaria de rememorá-los, querido leitor, é só procurar mais abaixo os posts antigos que tratam sobre o assunto.
E depois fiquei pensando: por que tive a capacidade de julgá-la tão, mas tão mal?? Capaz de compará-la, ou colocá-la no patamar de pessoas 'zero à esquerda'? Não sei, eu fiquei pensando que, caramba, se ela não conseguia confiar no seu próprio talento, ter a consciência da qualidade do seu trabalho e do seu potencial e capacidade, e ir à luta, por a mão na massa, por que seria diferente com a vida pessoal? Se tinha uma visão conformista com a sua vida profissional, por que não o seria com a pessoal, que tem aspectos muito mais difíceis, como encontrar o amor de sua vida e ter filhos bonitos e fotogênicos?
Só que antes disso, eu tinha visto o comunicado, pensando que era subterfúgio para não responder as perguntas. E ela respondeu as perguntas. As três perguntas das três perigosas, abusantes e vitaminadas brasileiras que botaram a cara pra bater e perguntaram sem dó nem piedade sobre o delicado assunto, colocando o dedo na ferida. Mas isso também não significa nada. O fato de ter respondido as perguntas tem o mesmo efeito dúbio do comunicado: ser uma fofa que pensa sempre nos fãs; ou uma forma de não deixar os fãs influenciáveis, e tê-los por perto, pensando que o que lhes é passado de fonte 'segura'. Não entrarei nesse mérito, porque não serei imparcial.
A única conclusão que eu tomo, depois de tanto tempo repousando minha mente, e deixando minhas opiniões decantarem, eu penso que Angélica Vale não é minha diva, nem minha M. alguma coisa, nem nada. Nem meu modelo de exemplo.
Angélica Vale não tem um tio que mora em Rondônia, e morre de saudades dele, e principalmente do seu churrasco.
Angélica Vale não brincou de Banco Imobiliário com um amigo que inventava regras novas pra poder ganhar. Afinal, só ele entendia as regras.
Angélica Vale teve a sorte de não passar quase todos os fins de semanas de uns dois ou três anos num fim de mundo chamado Sepetiba.
Angélica Vale tem casa própria. Uma não, várias.
Angélica Vale não tirou uma foto com um cara vestido de Priscila da TV colosso, no dia das crianças, num lugar que hoje é conhecido como "Castelo das Pedras". Muito menos tem o CD da TV Colosso.
Angélica não ganhou um Sega Saturn e um relógio amarelo quindim hiper fodástico de um tio muito, mas muito querido, que me conhece desde que eu tinha dois anos, chegava no meio dos adultos, 'falava, falava, falava, e não entendia nada!', dizia ele.
Angélica Vale não comia sobras de massa de salgado, enquanto seu pai fazia as coxinhas e enroladinhos.
Angélica Vale não sabia as horas pela programação da tv.
Angélica Vale não ouve Eduardo Dusek, não sabe as músicas do Mamonas Assassinas de cor e salteado, e nunca ouviu sequer um sambinha do Martinho da Vila, nem um som do Tim Maia. Coitada, não sabe o que perdeu.
Angélica Vale não sabe quem sou eu, mas eu sei quem é Angélica Vale.
A avó materna de Angélica Vale não teve 15 filhos. E não os alimentou de peixe, pirão, e muita disciplina.
A mãe de Angélica Vale não foi empregada doméstica por anos, e não tem como comprovar todos esses anos de trabalho.
O pai de Angélica Vale não tinha o umbigo estufado. Não que eu saiba.
Meu pai não era humorista. Mas eu sempre ri horrores com ele.
Minha mãe não é cantora, muito menos atriz. Mas adora colocar seu CD do Marcio Greick pra tocar e cantar junto (quando eu não estou em casa, obviamente), e sabia 'Mulheres Apaixonadas' quase de cor.
E por fim, não sou atriz, nem cantora, nunca apareci na televisão. Meus pais não são ricos e não tive casa de bonecas de dois andares quando era criança. Mas sei muita coisa que pouca gente sabe, e gosto de muita coisa que pouca gente dá valor.
E por isso eu tenho o meu valor.
Depois de pensar quem eu sou, qual é a minha origem, o que eu represento pra mim mesma, vejo a minha vida e a vida de Angélica Vale e o quê? O que há de fantástico nessa história, se quem aprendeu aqui a matar um leão por dia desde cedo fui eu, e não ela? Por que admirá-la, se posso admirar a mim mesma, por ter conseguido que o poucos conseguem, como sobreviver três anos com vinte matérias e trezentas idas ao centro da cidade no curso técnico, pular de bolsa em bolsa de cursos de inglês ou conseguir uma vaga numa universidade pública, num curso de ciências biológicas?
Angélica é uma boa pessoa, trata o próximo sempre com respeito, é educada, doce e bem humorada. Mas de concreto e palpável, não sabe o que é ter uma dificuldade. Não estou subjugando ou diminuindo a importância de seus complexos de inferioridade, que seria o que aproximaria um ser normal a ela. Mas eu também tive tudo isso, e continuo tendo, até porque beleza interior não é algo que se compra em cápsulas na farmácia, e mesmo assim continuo ativa, lutando, e botei minha cara pra bater. Tive medo, mas persisti, mesmo não tendo a conta bancária, as estatísticas e as probabilidades ao meu favor.
Meu exemplo sou eu.
Meu cabelo não se arruma nem com todo o creme do mundo. Minhas unhas sempre quebram em momentos inoportunos. Uso óculos e quando burra velha, terei problemas na coluna e terei que colocar o bendito aparelho. Não tenho estilo, minha mãe compra a maioria das roupas pra mim. Minha cara lavada já diz que não sigo padrões da moda, e se tentasse segui-los por uma vez, já teria me jogado da ponte Rio-Niterói por uma depressão profunda. Não amarro os cadarços do tênis, e ando descalça na biblioteca da faculdade, quando vou com a sandália rasteira que escorrega. Mas pelo menos amo o que faço, amo o que estudo. E se tivesse hipotireoidismo, e já estivesse tomando os medicamentos, não teria mais explicação para continuar com uns quilinhos a mais.
Minha diva sou eu.
sábado, 4 de abril de 2009
... Nutrição Normal me deixa anormal ...
Teacher, calma aí, sou uma só! jajaja
Estou fazendo um trabalhinho básico, nessa disciplina que está no título. O trabalho é imenso. Tanto que quando o professor já tinha falado, falado, falado sobre o trabalho, e depois disse: 'isso que eu disse até agora é uma parte que vale menos no trabalho, o trabalho em si começa agora'. Enfim, tive ataque de riso.
Bati meu record: comecei a fazer o trabalho às 8 horas e parei agora, às 23h. Não terminei nem o ítem 2. São 5 ítens, e aí no meio, uma dieta.


Amanhã eu recomeço. Ia escrever sobre outra coisa, mas seeeem condições. Vou ler os blogs das minhas maniguis e buff, cama!
Até mais, mundo cruel!
"Que infortúnio!"
Estou fazendo um trabalhinho básico, nessa disciplina que está no título. O trabalho é imenso. Tanto que quando o professor já tinha falado, falado, falado sobre o trabalho, e depois disse: 'isso que eu disse até agora é uma parte que vale menos no trabalho, o trabalho em si começa agora'. Enfim, tive ataque de riso.
Bati meu record: comecei a fazer o trabalho às 8 horas e parei agora, às 23h. Não terminei nem o ítem 2. São 5 ítens, e aí no meio, uma dieta.
Amanhã eu recomeço. Ia escrever sobre outra coisa, mas seeeem condições. Vou ler os blogs das minhas maniguis e buff, cama!
Até mais, mundo cruel!
"Que infortúnio!"
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