segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A tia TV, minha babá quase perfeita

Em mais um desses dias de inutilidade total, a programação da TV me força a desligá-la, nada está valendo minha atenção.
Nos últimos meses, com toda a minha rotina, eu tinha me desligado completamente dela. Primeiro, porque não dava tempo mesmo, e segundo, porque quando ela está ligada, você perde muito tempo. Mas agora, estando de férias, sem dinheiro e com preguiça, só me restou ela.
Cara, eu adoraria contar uma história bem interessante sobre a trajetória da minha vida aqui, mas infelizmente não dá. Sou uma pessoa comum, criada por pessoas comuns em um bairro comum. Com costumes comuns. Não sou prodígio, e nem tenho gostos refinados. Se meu papai e minha mamãe não estavam em casa, quem me mantinha sentada e quieta era a querida televisão. Por isso que eu sou assim, perturbada e cheia de problemas de ordem psicológica. Mas a tia televisão fez o melhor que pôde... E eu adoro tudo que ela me ensinou.
Tudo mesmo, porque ela me mostrou mundos que eu nunca vou conhecer. Agradeço pelos programas educativos da TVE e seu Castelo Rá-Tim-Bum, até os programas impróprios pra minha idade.
Mas enfim, eu sentei na frente desse computador pra falar de outra coisa, não de histórias...
Nessas semanas em que eu fiquei (obrigatoriamente e facultativamente) de repouso, eu viciei na televisão à tarde. Esse maldito costume que te impede de ser alguém que faz alguma coisa além de comer e dormir.
No SBT, passa uma novela chamada Esmeralda. Eu tenho uma história bem curiosa com essa novela, porque eu quis assisti-la quando ela teve sua primeira exibição. Lá estou eu vendo o primeiro capítulo, quando minha mãe vem com aquele discurso de que ‘tem que ver o jornal nacional’. Existem mil jornais durante o dia inteiro, mas você tem que assistir aquele. OK. Meses depois, minha mãe vicia na novela que eu queria ter visto desde o começo. Putz, que raiva que me deu.
Esmeralda é um remake de uma novela mexicana. A original também já foi exibida pelo SBT. Tem a Bianca Castanho, que durante anos fez dobradinha com a Bianca Rinaldi como protagonista das novelas do tio Sílvio. E o Claúdio Lins como par romântico. Bom, ele é melhor que o Dado Dolabella. Sacanagem, Cláudio! Eu o acho um galã legal pra novelas tipo SBT, com carisma mediano. Acho que ele só fez essa novela. Depois, pelo que eu me lembro, ele preferiu investir mais na música, viajando o mundo com seu pai, o Ivan.
A novela está nas suas últimas emoções. Bom, como posso resumi-la?
Esmeralda é cega e pobre, e mora numa cidade pequena. José Armando é um médico filho de pais riquérrimos. Eles se apaixonam, mas aí no meio entra um cara chamado Malaver, que tem uma fixação pela pobre e doce Esmeralda. Ele faz com que todos acreditem que ele a molestou (como assim??) e que o filho que ela posteriormente tem é dele. A mentalidade machista tão arraigada nas culturas brasileira e mexicana se aflora no personagem de Jose Armando. Ele rejeita a sua mulher cega e o filho que pensa ser bastardo.
Mas Esmeralda é a mocinha!!! Algo de bom vai acontecer. Eis que ela conhece um cara que é bom com ela, chamado Álvaro. O cara, que também é médico, realiza uma cirurgia para recuperar a visão de Esmeralda e sempre a apóia. É claro que ele quer pegar a Esmeralda, e é claro que ela pensa em se casar com Álvaro por gratidão e para ter um pai para seu filho.
Esqueci de uma coisa: sabe o José Armando? Então, ele foi adotado pelos pais ricos. E quem é realmente filha deles é a Esmeralda. OI?
Uma bola de clichês. Dá pra acreditar numa merda dessas?
Pior que dá.
Precisamos tanto disso. Precisamos tanto acreditar nas coincidências espantosas do destino pra sairmos desse lugar estranho em que vivemos.
Querem ver o melhor?
No ultimo capítulo, José Armando caiu de um cavalo e quase quebrou o coco. E quando acordou, viu que estava o quê? Cego! Isso que é aplicar o conceito da alteridade, colocar-se no lugar do outro. Isso devia acontecer na vida real, isso ia ser incrível! É lógico que ele, já sabendo que o filho é dele, arrepende-se de ter desprezado sua mulher e filho. Mas só quando ficou cego, ele realmente entendeu como sua amada se sentiu abandonada e desamparada.
Ah, cara, eu sempre choro. É idiota, é ridículo, mas eu sempre choro.
Por que não fazem novelas contando histórias comuns? Realmente ‘reais’? Porque são chatas, insuportavelmente chatas.
E o engraçado é que a novela herdou algo dos contos de fadas. Parece que todos os sofrimentos valeram a pena, porque vão trazer felicidade eterna! Sou realista demais pra acreditar numa coisa dessas acontecendo na vida. Mesmo que venham felicidades, elas não substituem as tristezas, de modo algum.
Mas o clichê não é um bem exclusivo das novelas. Ora, o que é a vida? Um bando de gente que trabalha, come e dorme, porque não dá mais para fazer nada. Ou um bando de gente pseudo-antenada, pseudo-feliz, que não tem a menor noção do que vai fazer da sua própria existência.
Sabe de uma coisa? Prefiro as novelas.
Aí, você deve estar se perguntando (se é que tem alguém lendo) porque eu estou escrevendo esse bando de besteira. Bom, porque é sobre isso que eu sei escrever, sobre as coisas que eu vejo desde sempre. E porque, quando você não vive, ou não é obrigada a viver, você não tem inspiração para escrever sobre coisa melhor. A vida e a experiência te inspiram. Já fui muito mais crítica de política e de sentimentalidades, mas estou em processo de involução. Enquanto eu não for obrigada a viver novamente por aí, eu vou escrevendo essas porcarias mesmo. Só pra matar o tempo, enquanto a programação da TV não passa algo que eu queira ver...
E por que eu estou acordada?? Ora, pra ver 24 horas!! O que é meu início de ano sem meu grande Jack Bouer? Herdei esse gosto do meu pai, não aceito críticas.
Ao invés de ler esse post, você devia estar vivendo por aí. Assim, você pode criar um blog e escrever coisas mais importantes que eu.
Um abraço.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Estou sem verba para custear a minha hoax.

Mais uma vez, estou aqui olhando os créditos do "George Michael - Live In London" rolarem pela tela da televisão. A última música, Freedom 90', sempre me deixa pensativa. Eu tenho um troço com essa música, não sei o que é.
E hoje, ao ouvir uma das frases que eu mais gosto na música, ela se revelou de uma forma inesperada para mim.
É naquele momento que se diz assim:
I just hope you understand,
Sometimes the clothes do not make the man.
Sempre achei esses versos repletos de maturidade. É como se uma pessoa muito experiente, que já viu muitas coisas na vida, virasse para você um mero aprendiz e dissesse: "É assim mesmo que as coisas acontecem, eu vivi e VI!"
Menina do céu, aprenda com essa frase! A vida não é tão direta como parece.
Não é porque uma pessoa diz ser fã de Michael Jackson, que ela irá se comportar de modo a demonstrar total concordância com as coisas que Michael achava que eram fundamentais. Seria muito lindo e muito belo, mas o mundo não é assim.
Não é porque uma pessoa diz acreditar no amor, que ela vai agir com carinho e respeito para com as outras pessoas. Palavras são palavras, e atitudes são atitudes. Não se esqueça de sua época de fã de Angélica e Jaime. Quantas cobras você viu surgir num meio onde só devia surgir a esperança num amor contagiosamente belo? Seria perfeito que todas as pessoas se dessem bem e se respeitassem, mas o mundo não é assim.
Não é porque uma pessoa faz Nutrição, que ela terá a mesma visão que você sobre essa ciência. Uma ciência que, na sua visão, necessita, pede e implora por humanização. Mas o que você pode fazer se isso acabou se perdendo no meio do caminho. Seria muito inspirador ter todos juntos, num mesmo foco e objetivo, mas o mundo não é assim.
O Mundo sabe ser cruel com os frágeis. E eu, honestamente, considero-me frágil.
Nesse ponto da minha vida, com todas as possibilidades do futuro abertas, com as feridas não cicatrizadas do passado, e um presente nulo... A única coisa que posso fazer é extirpar da minha rotina tudo que não me faz bem. Na medida do possível.
Na medida do meu possível, tentar caminhar os passos que meus pés podem dar. Eles são bem curtos, eu sei, mas o que eu posso fazer?
Deixa pra lá.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

“O que realmente aconteceu a Michael Jackson”: um breve comentário.

Faz um bom tempo que não sento em frente ao meu computador com uma idéia para escrever. Espero não ter desacostumado totalmente. Por mais que o calor esteja contribuindo negativamente para a minha concentração, recorro ao “Songs from the last century” como trilha sonora calmante.
Creio que no último post, eu tenha comentado sobre a minha experiência de ter conhecido Joe Jackson na noite de autógrafos que aconteceu na Saraiva. Como foi uma experiência muito confusa, e que precedeu um dia muito ruim pra mim, eu não vou cair na besteira de tentar esmiuçar esse momento.
Vou falar sobre o livro, ou o que me lembro dele, afinal essa semana foi perfeita pra amnésia, dedicada somente a cuidar de pontos e curativos.
Antes de falar do livro, a única coisa que gostaria de ressaltar é que também estava presente o autor, Leonard Rowe, que demonstrou ser um sujeito muito simpático e carismático. Vi esse senhor no Faustão, junto com Joe, e quando ele falou que exporia no seu livro a verdade sobre a indústria do entretenimento, pensei que ele falaria menos do que falou.
“O que realmente aconteceu a Michael Jackson: O lado obscuro da indústria do entretenimento” foi publicado nesse ano, e já chegou ao Brasil impresso com o selo de mais de um milhão de exemplares vendidos. Parece que está esgotado nos Estados Unidos.
Pode-se dizer que o livro é dividido em duas partes: na primeira parte, fala-se da indústria do entretenimento; e na segunda parte, fala-se de Michael Jackson em si.
Leonard Rowe expõe um assunto que é sempre complicado de se lidar: o racismo. Ainda mais quando estamos no século XXI, e diz-se que isso não mais existe. E sabemos que é mentira. Ele alega que, na indústria de produção de shows, os produtores negros sempre sofreram discriminação. Quer dizer o seguinte: produtores negros poderiam agenciar artistas negros com renome mediano, mas não poderiam agenciar artistas brancos e artistas negros de grande faturamento. E ele descreve com detalhes, afinal, como produtor negro, essa parte do livro torna-se um grande relato de experiências. E é importante, porque, num desses atos racistas entremeados nas negociações com agenciadoras de artistas, ele conta um episódio que ocorreu com Randy Phillips quando ainda era empresário de Toni Braxton, há umas dez ou mais anos atrás. Foi fundamental, por alertar ao leitor que ele estava diretamente ligado a essa espécie de corja que o autor descreve.
O motivo para essa segregação? Não ficou muito claro, como eu já esperava. Há coisas que não há como serem ditas, infelizmente. Mas, ele criou uma razão seguindo a lógica racista, que obviamente faz sentido: é a “manutenção da panelinha”. Se um produtor negro consegue um show, ele vai mobilizar uma gama de serviços de outros colegas negros: seja de iluminação, estrutura, sonorização, etc. Então, os brancos (qualquer branco?) manteriam tudo na sua panela, para que o dinheiro se multiplique entre eles. Mas há algo muito mais profundo do que isso, com certeza.
Tem uma frase no capítulo 3 que eu gosto bastante:
“Quando fica decidido que você é um ‘negão atrevido’, começam a tirar de você o seu sustento. Quem sobrevive aprende simplesmente a jogar o jogo deles, ou seja, vendem-se. Há muitos artistas que vendem a imagem declarando sua lealdade à comunidade negra, mas, quando estão lidando com os poderes da indústria do entretenimento, são tudo menos leais. Eles não vão se arriscar a lutar contra o atual sistema”  
Rowe está falando de si mesmo nessa frase, mas me lembra muito Michael, e é impressionante como consigo revisitar uma série de momentos na vida dele com esse parágrafo.
Leonard Rowe foi um homem corajoso, ao meu ver, já que decidiu processar todas as indústrias do gênero pelo não cumprimento da declaração dos direitos civis vigente nos Estados Unidos. Mas é claro que, depois de anos de trabalho, de reunião de provas, de desconfiar de suborno a seus advogados e etc, o caso foi escandalosamente arquivado. Coisas como anotações em contratos do tipo “Sem Negros” foram relevadas pelo juiz. Infelizmente, para quem conhece um pouquinho dessas histórias que ronda o Michael, já lê essa parte do livro sabendo qual seria o veredito das empresas poderosas. Elas simplesmente calam qualquer um.
Na entrevista com o Faustão, Rowe foi questionado se ele temeria alguma represália desses poderosos que ele denuncia, e ele disse que não. Bom, sabe por quê? Porque esse livro não muda nada. Esse tipo de consciência não leva a transformação há algumas décadas. Primeiramente, não acredito que o público “comun y corriente” que adquiriu esse livro vai fazer boicote a shows de brancos, ou vai procurar saber anteriormente se a produção foi encabeçada por negros para tentar ser justo. Ninguém vai fazer isso. Os grandes vão continuar faturando. E o que seria mais adequando também não vai acontecer: o processo contra as produtoras não vai ser reaberto por um juiz fã de Michael Jackson. Por isso o Rowe não tem medo. Até porque, como ele agora é ‘famoso’ é mais difícil que ele tente se ‘suicidar’, se é que você me entende. Tipo o suicídio do antigo advogado do Michael e o do pai que acusou Michael de pedofilia. Tudinho suicídio. Como dizem agora por aí: “Aham, Otário, senta lá”.  
Agora vou comentar algumas coisas sobre a segunda parte.
Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que sou ALIVE, ou seja, acredito que Michael Joe Jackson está vivo. E minha interpretação dos fatos, obviamente pode ter um viés. No entanto, não pretendo ser colunista do Blog do Tony Ramos, ou Mulher Luxo, Pobre, Milionária ou Bolsa Família, ok? Falo disso não porque quero investigar, porque não creio que tenha a devida competência para isso. Falo porque é algo que entrou em meu mundo, e por isso, deve ser eternizado no meu lugar virtual tão amado.
Na minha opinião, creio que Leonard Rowe foi até bastante sincero com relação ao que escreveu. O que eu duvido é que tenha sido imparcial.
Há momentos que, para quem leu um pouco sobre tudo o que aconteceu nos últimos 18 meses, eu percebi uns detalhes que devem ser salientados.
Rowe fez questão de falar bem de toda a família Jackson e protegê-la, exceto com a senhora Katherine. No começo do capítulo nove, de nome bem sugestivo (As pessoas que poderiam ter salvado Michael), ele começa declarando seu respeito pela mãe de Michael, mas depois a critica. Um clássico morde-e-assopra. Ele tenta usar palavras não tão cruas e evita acusar, mas fica claro que ele acredita que a mãe foi negligente com o filho. Minha opinião pessoal é: NOVIDADE. Ele até fala de uma coisa um pouco delicada, insinuando que não havia como ela ter sua postura de mãe, e alertar o filho sobre qualquer coisa, já que era ele quem a sustentava. Bem pesado isso, não? E o pior é que é a mais pura verdade, e continua sendo.
Quanto aos irmãos, ele cita dois em especial, Randy e Rebbie, que parecem ter sido os que Rowe teve mais contato. Agora, uma coisa importante: se o livro fala dos vilões que Michael encontrou nos últimos anos, óbvio que ele fala de Tohme Tohme.
Claro que Tohme Tohme é um homem muito estranho, e que certamente tem uma participação nessa presepada toda, até porque no contrato de Michael com a AEG é escrito que a produtora tem um “acordo em separado” com o senhor Tohme. O suborno é flagrante. Agora, porque Rowe não falou de onde veio esse demônio? Que este homem entrou na vida de Michael por indicação de seu desprezível irmão Jermaine Jackson? Aí começam meus pés atrás...
E a pergunta mais que fundamental, que deveria ser respondida algum dia: esse livro quer contar a história pela visão de quem? E em benefício de quem?
E uma coisa interessante: Leonard Rowe contou com o apoio incondicional de Joe Jackson para a divulgação do livro. Até que ponto isso influenciou no conteúdo?
Pergunto isso porque há um momento muito peculiar descrito no livro. Rowe tinha uma reunião marcada com Michael às 7h em um certo dia. No dia anterior, Rowe foi fazer uma visitinha ao Joe, e lhe perguntou há quanto tempo ele não via seu filho Michael. Se não me engano, ele respondeu que não o via há três anos. Então Rowe o convidou para ir a reunião com ele. E quando Michael abriu a porta de sua casa com seu pijama e óculos de grau, abriu um grande sorriso, abraçou o pai, perguntou como ele estava, disse que estava com saudades... Uma bela cena. Então, estou sendo preconceituosa demais ou essa cena parece a little bit surreal?
Impossível não é, até porque três anos são três anos. Não sabemos realmente como as histórias do passado estavam resolvidas internamente, mas sei lá. Acho que, para mim, se eu hipoteticamente não tivesse um relacionamento muito afável com meu pai, eu tomaria como uma intromissão do meu representante que chamasse meu progenitor para uma reunião com interesses profissionais e minha frase seria: “Que tu tá fazendo aqui?”. Além disso, segundo Rowe, Joe participou de reuniões com a AEG junto ao filho. Mas eles pareciam tão distantes, mesmo nos últimos anos. Isso é pra não nos esquecermos que realmente não sabemos de absolutamente NADA.
Essencialmente, o livro descreve para o leigo algo que não é novidade para o alive: Michael estava com sua vida ameaçada e sua fortuna cobiçada, com um contrato que o tornaria escravo da AEG até o fim de 2011 e que tinha o objetivo claro de matá-lo. Com uma mistura fabulosa de tecnologia, sadismo e talento, Michael certamente faria shows de graça, na melhor das hipóteses, para a AEG. Para mim, ele terminaria seus 50 shows (suponhamossss) devendo para a AEG. Afinal, ele tinha 90% de todos os lucros da turnê. Aí você diz “Uaaaau! Grande lucro”. Claro, depois de pagar todos os adiantamentos, todos os custos de produção, desde os instrumentos da banda até o salário do Tohme, se sobrasse alguma coisa, seria um grande lucro.
Além disso, uma nota promissória no valor de seis milhões de dólares, para pagar aluguel de casa, tinha como garantia os bens da Companhia do Artista. Ou seja, da Michael Jackson Company, onde podemos encontrar o que? O que? O que, fã de Michael Jackson???
Uma calcinha autografada da Lisa Marie? Nãooooo!!
Um babador do Prince? Nãããããoooo!!!
Os ossos do Homem Elefante? Também nãããããããão!!!!
O catálogo de músicas Sony/ATV, adquirido por Michael na década de 80, para surpresa de Paul Mc Cartney.
Sabe quanto vale, fã? Cinco bilhões de dólares. Rowe diz no livro que é um bilhão, mas segundo avaliação de Thomas Mesereau, são cinco bilhões.
Querido fã, você em sua extremada inocência, acredita que há pessoas que matariam alguém por esse dinheiro? Eu acredito.
E conseguiram! Não da forma que queriam, mas Michael morreu. De uma forma ou de outra, seja lá a que você acredite, ele morreu.
Lá em cima, eu escrevi entre parênteses “qualquer branco”, porque o Rowe comenta sobre uma longa conversa que teve com Michael em 2004, na qual ele teria falado que Steven Spielberg e David Geffen teriam o decepcionado muito. Achei interessante que ele tenha explicitado essas duas pessoas depois de um bloco do livro tratar de algo tão radicalmente racial. Afinal, o cineasta e o empresário de música acima citados são judeus. Isso me colocou uma mosquinha na orelha: não sei se o Rowe quis deixar essa especificação de “brancos” no ar. Eu não acredito em coincidências.
Para terminar, gostaria de dizer uma impressão que o livro me deixou. Quando Rowe comentava sobre suas conversas com Michael a respeito dos desmandos da AEG, ele sempre comenta o silêncio de Michael. A falta de reação. Ele justifica isso aos problemas de drogas, medicamentos e mais todo o bla bla bla que é passível de se acreditar integralmente quando não se leu o relatório da autópsia. São tantas as contradições que não vale nem comentar. Mas só posso dizer que, se Michael realmente estivesse tendo todos os problemas que Rowe comenta, ele não cantaria nem um minuto nos ensaios. Como é um assunto muito velho, eu vou parar por aqui.
Pois bem, esse silêncio intuitivamente me diz outra coisa. Não uma falta de consciência. Mas sim, uma consciência plena. Porque, sejamos francos, não havia saída de se sair desse labirinto somente discutindo e batendo boca com a produtora, Randy Phillips e outros. O estrago já estava feito, seu patrimônio inteiro já estava amarrado a isso. Falar realmente não adiantava. Quando Rowe descreve Michael quieto, eu o vejo pensativo, analisando as coisas e avaliando que realmente só havia uma forma de sair. E ele saiu.
A minha grande dúvida é saber como realmente fica essa questão dos bens de Michael atrelados ao contrato, agora com a sua morte. Rowe não entrou nesse mérito, e preferiu entrar no assunto tenebroso do testamento comprovadamente falso. Mas, quando ele falou que Brian Oxman fez um ótimo trabalho quando reuniu provas sobre essa fraude, eu quase fechei o livro, pois esse homem é uma anta.
Ele relata algumas coisas sobre o Dr Conrad Murray que são bem importantes, principalmente a mudança do Timeline da morte. Antes, ele tinha demorado quase duas horas para chamar socorro, e meses depois, a cronologia foi descaradamente modificada. Isso prova que Conrad tem costas quentes e que, mesmo que ele tenha sido um elo fundamental na tentativa de assassinato, ele não vai ser punido. Lembram que o processo do Rowe foi arquivado? Então, é o mesmo sistema judicial que achou que havia provas relevantíssimas para que o segundo caso de pedofilia relacionado a Michael fosse a julgamento.
E afinal, Conrad Murray foi contratado por quem?
Posso falar só mais uma coisinha?
No livro está escrito:
“Na presença do Dr. Murray, Michael foi identificado ao pessoal da UCLA pelo nome falso de Soule Shaun”
Eu me pergunto: para que?
Para que nome falso? Para que nome falso, se todo mundo já sabia pelo TMZ que Michael Jackson estava tendo uma parada cardíaca e estava indo para o UCLA?
Então, quem morreu foi Soule Shaun? Quer dizer que, se eu procurar lá nos prontuários do hospital, ou nos cartórios, o atestado de óbito está assinado por um médico do hospital? Ou esse também foi assinado pela La Toya?
Ufa, eu espero... Eu pensei que quem tinha morrido no UCLA tinha sido o Michael JOSEPH Jackson. #pigspirit
Enfim, passo a acreditar, assim como outras pessoas, que no dia 25 de junho Michael teve sim alguma coisa. Esse nome falso, pelo menos pra mim, confirma isso.
Como estou sentido umas dores e repuxadas, é melhor parar por aqui. Com certeza há muito mais coisas a serem comentadas e discutidas, mas o que mais importa disso tudo é que, o que me move para esse computador a escrever e divagar é toda a preocupação e amor que sinto por você, e isso é mais importante que qualquer intuição ou qualquer livro.
Meus escassos sorrisos e minhas lágrimas incessantes são para você. Também.

domingo, 12 de dezembro de 2010

...You've gotta give for what you take

Eu vou encontrar meu lugar.
Vou encontrar um denominador comum, mesmo que o M.M.C. da vida às vezes seja tão difícil de resolver (essa frase é dedicada especialmente para Davi e Lívia).
Eu, como filha única, sou egoísta. Mimada.
Sou tão fraca...
Não consigo empreender feitos grandiosos, eles não são para mim.
Sou pequena. Mas faço o melhor que posso.
Às vezes ultrapasso meus limites para que eu possa “fazer o melhor que posso”.
Às vezes vai além de tudo.
Às vezes, é sofrimento.
Por ser filha do meu pai e da minha mãe, sou um pouco retardada. Por exemplo: eu ainda não chorei.
Às vezes eu sou má, sabia? No meu espelho, sou tão fria e calculista, boto mais medo que Lisa Marie.
No espelho, sou agressiva e ruim como Idiot. Mas quando me confronto com realidades, sou singela e triste como When You Go.
O que mais eu posso dar? Em que mais eu posso ajudar?
Eu ainda não sei, mas me angustia tano...
E em todo esse tempo, só me dá a impressão de que abandonei. Eu não ajudei em nada. Eu simplesmente abandonei.
Mas eu, com todos os meus defeitos, posso dizer só uma coisa: sou leal.
Cumpro as promessas que faço, quando estão ao meu alcance; mas, acima de tudo, cumpro as promessas que faço para mim mesma. Essas são mais que sagradas: são soberanas.
Espero encontrar meu jeito, minha maneira.
Minha razão de viver.
Minha tão particular forma de dizer: obrigada por tudo. 

sábado, 11 de dezembro de 2010

Readaptação

Tanto tempo que não escrevo... E começo a escrever ouvindo My Mother Had A Brother. Ou seja, coisa animada eu acho que não vai sair.
Não sei se escrevo em forma de resumo, ou em detalhes. Ou os dois.
Continuo amando Michael Jackson. Ah, e acreditando que ele sim está vivo. Continuo na faculdade, mas agora sem mais matérias, terminei todas elas. Terminei meu estágio de acadêmico bolsista. E eu falo todas essas coisas em frases curtas, e pra você que está lendo, parece que foram processos tão fáceis.
Nada tem sido fácil. Michael não tem sido fácil. Faz uns três meses que não o vejo na minha televisão. Está sendo melhor. Mesmo que eu seja uma Paris Jackson da vida, que tem as paredes do quarto repletas de fotos dele. Ele me trouxe muitas coisas espetaculares, mas também muitas coisas com as quais não sei lidar muito bem. Essa semana foi bem estranha. Vi Joe Jackson pessoalmente, e não foi uma experiência cheia de emoção e alegria. Foi algo que me deixou muito confusa. Tanto que não consegui dormir.
Continuo acreditando que ele está em algum lugar desse planeta, porque, como sempre digo, ainda não me provaram que ele morreu. E o livro de Leonard Rowe, folha por folha, só me diz uma simples coisa: o único modo de escapar dessa armadilha contratual era morrer, só existia essa possibilidade! Você morreria também, com certeza, se tivesse a astúcia suficiente para empreender essa fuga. Mas, como ainda não terminei de ler, prefiro não comentar mais no momento.
Na terça, fiz minha última prova. Aos trancos e barrancos, após uma crise de choro homérica. Depois de descobrir que tinha deixado de fazer um trabalho em sala de aula, porque tinha saído mais cedo para ir ao médico. Tirando o fato de que ninguém me avisou, eu só estava com duas matérias, pareço turista na faculdade. Ao pedir a permissão para fazer o trabalho após a prova, ainda tive que ouvir da professora que marquei médico "justamente no único dia da minha aula". Esse tipo de coisa me machuca tanto. Não sou nenhuma esperta que falta a aula, ou qualquer coisa que incomode o professor, sempre tento fazer a minha parte. E recebo uma patada dessas. Se fosse a filha dela na minha situação, duvido que teria falado uma coisa dessas.
Aliás, só pra constar, dia 7 de dezembro foi um dos piores dias da minha vida. E acho que foi o pior dia do ano, conseguiu ganhar do dia 26 de junho, dia do MJ World Cry no Santa Marta. E olha que esse dia foi cruel comigo. Mas enfim, nessa terça, tive esse problema com a professora, e fui até a Barra para perder uma oportunidade de estágio. Pra se ter noção, até o ônibus em que eu estava voltando pra casa bateu. Ainda bem que existe um programa porcaria do rádio chamado "Rock Bola" pra fazer a gente rir até nos dias mais improváveis.
Por tantas outras coisas, resolvi que vou terminar em um ano minha faculdade. Minha mãe quer viajar...  E eu quero abraçar o mundo. Esse estágio perdido, não sei como vou recuperá-lo. Só sei que na quarta comecei a  modificar um pouco a trajetória do meu Laurindo Pitta. Vou voltar a ser monitora. Afinal, um bom filho à casa torna.
Não dá pra descansar com tantas idéias inacabadas na minha cabeça. Às vezes, parece que ela vai explodir, e vários projetos e sonhos vão se despedaçar, e se espalhar por todos os cantos.
Depois de tanto tempo, ó céus, vou tentar ter férias. Tentar parar um pouco, por mais que eu ache que não vou conseguir.
Queria falar de tantas coisas, mas a coluna dói demais para se conseguir pensar e escrever. Por exemplo, queria falar tanto das minhas impressões ao rever "V for Vendetta", uma obra prima dos quadrinhos e do cinema. E que tem Michael Jackson aí, em alguma coisa. Não é possível. Não tem como não sentir um troço estranho quando V fala a Evye que "Não há revolução se não houver tempo para a dança". Ou alguma coisa assim. Além de outras tantas coisinhas, que... Ah lembrem-se da festa de Halloween que a família Jackson foi, na qual o senhor Prince Jackson estava com máscara de "V". Era 2007, o filme já tinha sido lançado?   #meda
Bom, estou escrevendo porcamente. Vários assuntos sem o cuidado necessário. É quase um patchwork de idéias. Trágico.
Parei por aqui.

domingo, 21 de novembro de 2010

Érase una vez...

Minha novelinha predileta, que outrora me livrou das armadilhas da tristeza sem fim, hoje me vira as costas e me traz de volta ao mesmo lugar de onde vim.
Divagando no twitter, encontro Jaime numa aparição recente nos Grammys. Curiosamente, do lado da Claudia Leitte. Desconsidero ela, e olho pra esse homem de terno e cabelo pra trás, cheio de gel, palhaço como sempre. Parece que Don Fernando ressuscitou.

Só pra comentar, a felicidade dele pelo Camila ter ganhado o prêmio tem dois motivos: porque esse grupo é bom pra caralho, e porque eles são amigos do Jaime. Well, quem não é amigo do Jaime? ¬¬''
Ele e esse 'portugueixx' dele, ninguém merece. Impossível não se lembrar dessa criatura com uma caixa de empanados na mão dentro de um mercado, lendo as instruções em português: "pooorrr u conteúuuuduuu da embalaaaaje". Só lembranças.

"La Fea Más Bella" poderia ter sido uma novela mexicana qualquer, com produção e direção rudimentar, roteiro sem inovações, emoções medianas. Se não fosse o seu casal de protagonistas: Angélica Vale e Jaime Camil.
Amigos de muito tempo, eles se reencontram para trabalharem juntos nessa empreitada que não prometia muito. Novela das quatro da tarde, horário menos nobre da televisão mundial. Bom, a novela terminou depois de 13 mesesde duração, no horário nobre, e especificamente seu ultimo capítulo foi num domingo, com duração de três horas, com um rating de audiência de 60% dos televisores mexicanos. Os momentos finais foram filmados em Monterrey, com carreata até o Auditório Municipal. Nesse caminho, um milhão de pessoas para saudá-los. E no Parque Fundidora, um show de encerramento com meio milhão de pessoas. Desculpa, mas isso não é normal.
Eu fui vivendo tudo isso de longe, mas vivi. Acompanhada de pessoas tão queridas e tão tão especiais pra mim. Acompanhamos isso tão detalhadamente, cada paparazzi, cada reportagem na televisão ou nas revistas. Só de escrever, já me lembro de tantas coisas...
O fato é que fomos tão longe, que tiramos conclusões que grande parte das outras fãs nem sonham ser verdade. Enfim. Não é porque o tempo passou que vou contar os babados, certo, Biscoito?
Eles por muito tempo disseram que não tinham nada, que eram só amigos, bla bla bla... Mas a forma de falar, o comportamento, tudo dizia o contrário. O mais absurdo é que o enredo da novela se adequou de forma assustadora  ao desenrolar da relação na vida real. E a gente só assistindo.
Mesmo depois de três anos do fim da novela, eles ainda apareciam juntos muito às vezes, só pra gente continuar criando uma ilusão que não mais existe.
E aí, semana passada, chega a notícia de que ela, Angeliquita, se casa com Otto Padrón, diretor de programação da Univision, emissora latina nos Estados Unidos. Pois é, já estava na hora dela se arranjar. E pra quem procura vida estável, com um homem bem sucedido, estável, 'padrão' como ele mesmo se chama, ela se deu bem. Sabemos que o Jaime não traria nenhuma estabilidade ou segurança pra ela. Traria muito mais trabalho, isso sim. Mas, caralho! É o Jaime, porra! Ela iria pro céu sem escalas se o ajudasse a ser uma pessoa melhor em certos aspectos.
Pois é, mas que se dane. Os dois erraram muito. E acabaram com o nosso sonho. Menos um ponto pra eles.



Esse vídeo é de 2003. Só de ver já dá um nó na garganta. É um programa feito em comemoração aos 25 anos de carreira da Angélica. Ela tinha 27 anos aí, ou seja, ela começou com dois anos mesmo. Enquanto a mãe gravava novela no estúdio, alguém cuidava dela no estúdio onde gravavam Chaves. Surreal, haha!
Infelizmente, não achei a melhor parte desse dia. Angélica imita a Thalía, e depois mexe com o Jaime. Eles foram namorados na adolescência. (E a Thalía por algum acaso perderia a oportunidade de pegar o filho de um dos caras mais ricos do país? Oh, never!). Ele aí ainda parece um pouco mordido pelo fato da Thalía ter se casado com Mottola em 2000. A apresentadora pergunta a Angélica porque ela não tira a peruca, e ela safadamente responde "Ay, es que me siento millonáriaaa". Cena épica.

Até então, estava aliviada pela Angélica ter enfim parado com a palhaçada de que ia casar com George Clooney. Tanto ela falou dele o George Clooney sabia da existência dela, e disse: "She's smart, I know her...". Ela até chegou perto, não?

Até que eu vejo isso, declaração de Jaime:

Comparto la felicidad de mi querida hermana @ por su compromiso con un gran hombre @

Ai, estou de luto hoje. Hoje é um dia triste. Mais uma esperança se foi.
Ridículo viver a vida por uma outra pessoa que você não conhece, não é?
A verdade é que você que me lê agora, e não entende nada do que escrevo, você não tem noção do que essas duas pessoinhas fizeram ao redor do mundo. Conquistaram corações vazios que não acreditavam mais na vida. Pessoas tristes, deprimidas, sem razão de viver, que já tinham até pensado em suicídio. O problema é que somos gratos a eles por terem nos dado um só motivo para sorrir, pelo menos por alguns meses, quando nada mais restava.
Vivemos esse amor junto com os personagens, junto com os atores. Introjetamos esse objetivo e esse desejo em nós, porque não acreditávamos que isso seria possível para nós, na nossa vida. Como diz o Fernando, no ultimo capítulo, "por lo menos, que uno de los dos sea feliz".
Hoje, estou me sentindo órfã. Órfa dessa esperancinha que fica no fim do outro lado do túnel. A vida real castiga, é cruel, é injusta.
Aí você cai em si e percebe que o "viveram felizes para sempre" é uma mentira. E eu botei tanto empenho nisso! Acreditei tanto, tanto, tanto... Tentei entender, escrevi, divaguei, discuti... (Ou seja, isso na cabeça do leitor, quer dizer que eu perdi meu tempo).
Ei, leitor, o que você queria que eu fizesse? Eu fiz o que achei certo. Fiz o que achei que ia dar certo. Fiz o que dizia meu coração. Fiz o que meu sentimento me pedia. Por amor a eles. Por gratidão. Tudo bem, e pra variar, eu me fudi nisso.
E ninguém viveu meu sonho por mim.

domingo, 31 de outubro de 2010

Morra, Brasil

Hipócrita que sou, coloquei minha camisetinha com o desenho do Brasil, cheia de paetês e fru frus. Como se eu ligasse pro que vai acontecer daqui a alguma horas.
Falei de forma implícita e diplomática no meu blog certinho, se você não tiver mais nada de útil pra fazer, pode ler aqui.
(Opa, a mais nova hipócrita, minha mãe também acabou de colocar sia camisa escrito 'Brasil', bradando da parta da área "Marina! Marina Silva!". Alguém avisa pra ela que essa pessoa não está concorrendo...)
Pois é, como no primeiro turno eu declarei meu voto, vou declará-lo no segundo turno também. Vou anular, com muito carinho e amor.
Não quero me sentir responsável por qualquer uma das duas corjas que possam ser eleitas.
Os dois se comportaram como crianças de creche brigando por um brinquedo. Aliás, quando via lá na creche o Márcio Brendo puxar o cabelo da Mariana por causa do lugar na mesinha do refeitório. Acho que o motivo era muito mais justo. Até porque, depois de dois minutos, eles se abraçavam, como forma de pedir desculpas.
Foda-se o aborto, os comparsas, os e-mails correntes... Como diz o ancião Tavares, "defequei e andei".
Deixo essa decisão para os grandes brasileiros e brasileiras que acham que o poder vigente é muito diferente do anterior. Ou que acham que a oposição é a salvação de todos os problemas éticos e morais do nosso Brasil.
Há que se fazer uma mudança profunda no Brasil. Mudança de VALORES e PRINCÍPIOS. NENHUM dos imbecis que concorrem a essa presidência tem isso.
Bom, do que adianta falar? O mundo não tem mais saída, não tem mais chances de ser melhor. Ele vai continuar matando seus filhos de fome, de sofrimento, de solidão, de doenças.
O mundo sofre de um câncer, mais letal que um melanoma. Chega de tentarem dar quimio ou radioterapia pra essa merda. Chega de tentar pensar que isso pode virar um bosque com mais flores. Cheio de girassóis.
Querido Brasil, vá para o inferno. Você não merece meu amor. Ele só é dado para quem realmente é digno de ser amado. Não sou lá grande coisa, você está dando língua pra mim nesse momento. Pois é, então cante seu próprio hino agora, e lembre-se: verás que um filho teu não foge à luta, nem teme quem te adora à própria morte"?
Você acredita nisso, Brasil???????
Eu, na primeira oportunidade, estou me pirulitando pra Angola, ou pra Colômbia, sei lá. E pergunte pra qualquer um de seus filhos, se eles iriam prefeririam ficar aqui fazendo faculdade de Administração pelo Pro Uni no Brasil, ou ganhando um Bolsa Família na França?
Tenta a sorte. Você vai ficar vazio...
Obrigada por tudo que você me deu. Se é que você me deu alguma coisa que preste... Cuspo no prato que comi.
Desejo-te a morte mais dolorosa do universo.
Um abraço.