Essa foi uma semana de falsas férias. Passei alguns dias vendo coisas sobre a faculdade. Acho que está pintando uma boa oportunidade de poder ver a faculdade além de matérias e provas. Espero que eu possa aproveitar essa chance. Mas, caramba, hoje é o dia do meu aniversário. “É a treva!” Como eu disse a uma amiga minha, que é oito dias mais velha que eu, sinto que a velhice se aproxima, haha! Que louco é isso... Quando você sai de nove pra dez anos, não acontece nada. Agora, só de pensar numa futura transição de 19 pra 20? Algo passa a pesar. Imagina de 29 pra 30? CREDÃO. Engraçado... o tempo passa e parece que a vida ainda não começou. Eu sei que já devo ter falado isso quinhentas vezes sobre isso, mas é que é a pura verdade. Fazer aniversário só serve pra isso. Pode parecer mentira, mas eu não ligo muito para aniversário. O número vai mudando, mas tudo em volta fica igual. Por enquanto, a pessoa no espelho, por um tempo, ainda vai ser a mesma. Depois, vale a lei da gravidade. É sempre a mesma coisa, a mesma 'inconveniência'. Minha mãe fala: ‘Não tenho dinheiro!’. Mas os parentes acham importante comemorar. É mais importante pra eles do que para a própria aniversariante. Nos meus tempos à la “Stranger in Moscow”, eu odiava essa invasão forçada da parentada, que é pequena, mas quando você está em deprê, isso é o que menos importa. Hoje, ouvindo a voz da minha própria experiência, sei que essa tradição só vai acabar quando eu tiver meu próprio teto. E a mim mesma, hoje não me incomoda muito, afinal é só uma vez por ano. Eu fico chateada porque é minha mãe é quem gasta o que não tem. Eu falo pra ela: ‘então, faz uma festa americana! Se a pessoa quiser vir, ela traz alguma coisa’. É uma forma de mostrar que a pessoa quer mesmo ir ao aniversário porque considera importante, e não só pra deixar de fazer um almoço no domingo. Mas a minha mãe é daquele tipo de pobre fresco, não acha isso certo. Eu não digo mais nada. O que eu fico chateada é que a minha vontade era chamar os amigos, as pessoas que eu gosto. Nessa brincadeira de hoje, iria vir gente que eu nem conheço direito! (Acabaram nem vindo) Mas enfim, não posso chamar as pessoas que quero porque a casa é muito pequena, e minha mãe é uma só pra fazer as mil coisas que ela inventa. Ou seja, antes de morrer, eu vou fazer uma festa americana num lugar maior pra chamar todo mundo que eu goste, e até mesmo os que eu não conheço! Mas até que foi legal! Não sei se foi coincidência, mas foi só meu primo pedir pra ver o Live in Bucharest do Michael, que as pessoas começaram a ir embora. Haha! O melhor é que nem veio de mim a idéia, hauhauahuahauahua. Agora, a coisa fica mais preta. Quanto mais os anos passam, mais me distancio do comportamento das pessoas que tem a minha idade. Enquanto eu estou dentro da minha casinha, não há nenhum problema quanto a isso. Agora, botar um pé fora do cercado físico e emocional que nós projetamos é difícil. Vamos ver como isso vai evoluir... Quem sabe daqui a uns dez anos eu tenha uma resposta pra isso. Parabéns pra mim! E parabéns pro seu Joe Jackson, fazendo 80 anos hoje. (Vai ter uma infeliz coincidência assim lá na puta que pariu, hein?)
*-*
Pára tudo e chama a ambulância!
Será essa uma Billie Jean bem sucedida?? E o melhor, com a razão? o/³ 1984? Peraí que meu queixo tá no chão, dá uma licencinha...
Ah, e o conflito de sempre na minha cabeça: vegetar ou fazer algo de útil?
É sério, quando eu penso em férias, não consigo fazer um meio termo. Porque se eu dou o mínimo de espaço para a televisão ou para qualquer coisa no mesmo nível de inutilidade, eu não tenho mais forças pra resistir a esse vício! Não consigo dividir o tempo! Hahaha. O engraçado é que não há nada de bom pra se fazer em casa, mas me dá preguiça só de pensar em botar um pé fora de casa. Aliás, o tempo é totalmente favorável para ver um filme escroto na Sessão da Tarde tomando um Nescau com biscoito de maisena. Tá um frio ‘Alaskático’ nessa quarta.
Eu tenho uma matéria enorme de higiene esperando pra ser lida, mas segunda eu disse ‘deixa pra amanhã’, e na terça também, e hoje pra não contrariar os outros dias, eu digo o mesmo. É triste quando você tem um objetivo, mas não tem força de vontade pra alcançá-lo.
Eu sei que preciso descansar, porque esse período que passou trouxe muito estresse com os professores em geral. Seja por programarem viagens no meio do período, por não termos aulas completas sobre assuntos vitais, por trabalhos mal orientados, etc, isso que acontece em qualquer faculdade e em qualquer curso. E porque o período que vem é o mais difícil de todos, e eu terei a audácia de fazer sete matérias! Em dezembro, não espere que eu esteja em condições mentais aceitáveis.
Por isso mesmo, devia estar aproveitando esse tempo pra estudar tudo que eu não sei, e que já era pra eu saber! Essa sombra que me persegue, quer dizer, que persegue a todo mundo que estuda, parece querer levar-nos ao limbo dos profissionais despreparados. A cada período que passa, eu fico mais apavorada. Não, eu não tenho um pingo de autoconfiança!
Ou melhor, talvez eu tenha alguma. Olha só, hoje recebi uma notícia inusitada. Na última prova do semestre, eu tirei 9,5. Detalhe: no dia anterior, eu só comi e chorei no ‘showneral’ do Mike. Só. Apostei que eu tinha aprendido alguma coisa. E ganhei! Estou feliz por isso.
O problema dessas férias de julho é que elas são muito pequenas. Não dá pra separar assim: eu vou descansar três semanas, e as coisas três eu faço tudo que está pendente. Como fazer isso se as férias, no total, têm três semanas?! Olha que tragédia, eu entrei de férias na sexta passada, e nessa sexta, começam as inscrições! Quer dizer, nem uma semana direito eu tenho pra me desligar mentalmente da faculdade!
Enfim, eles pensam que somos máquinas elaboradoras de provas, seminários e trabalhos. No entanto, a coisa fica boa é quando nós percebemos que não somos isso. Somos seres pensantes capazes de mudar a realidade de muitas pessoas com a nossa ciência, baseada no utópico equilíbrio.
Até agora, só deu tempo de reintegrar-me as atividades de acompanhar artistas que eu tinha praticamente abandonado pela falta de tempo, dar uns bizus num fórum e tomar uma overdose de músicas de Michael Jackson. Perdão, a piada não foi planejada.
Mas é sério! Off the wall é o melhor disco do mundo! É uma produção de 1979, mas parece tão contemporânea, mesmo sendo hiper ‘disco’. Parece que eu nunca ouvi uma coisa parecida. É tão cheio de ritmo, na medida certa, tão refinado... Quando você vê, já está fazendo gestos estranhos com a cabeça e com os braços (quando você ouve sentada no computador :P). Até as mais lentinhas são uma delícia de escutar, tipo It’s the falling in love.
[Amostrinhas do Imeen, esse bicho chato só toca trinta segundos ¬¬’’¬¬’’]
Destaque total pra Don’t stop ‘til you get enough e Workin’ day and night, feitas pelo Michael....
... e Get on the floor, que eu não sei quem fez, mas já adoro essa música só pelo fato de ele dar uma risada tãããão cute! Hahaha! [Fico feliz em sentir um pouco de felicidade nele numa época tão difícil como foi a sua juventude, seus 21 aninhos solitários]
Realmente, foi uma grande injustiça esse disco ter ganhando só um Grammy. E ele ficou tão mordido com isso, que ele fez o que fez com Thriller. Oito Grammys e 110 milhões de cópias vendidas. ‘Brinca, mano!’
Só por essa semana, deixa eu curtir o ócio, achando que eu sei cantar em inglês! Só dessa vez, na semana que vem... Eu não prometo nada... Afinal, essa música é tão boa. Que se dane a Vigilância Sanitária, a higiene! Se ela fosse importante mesmo, como se explica que a população chinesa é a maior do mundo??
Depois da desidratação crônica do dia 7 de julho, chego para última prova do semestre. No dia anterior, eu realmente não tinha estudado nada, fui realmente com a cara e com a coragem. E também com um pouco de autoconfiança, até porque não é possível que em um semestre eu não tenha aprendido coisa nenhuma de certa disciplina. Eram quarenta folhas de matéria no caderno, nem que eu quisesse (re)aprender tudo em três dias, eu conseguiria. Até que falam: "Ah, você viu o que a menina falou lá? Que era o melhor do pai do mundo e tals?" Lógico! O que eu tinha feito por todo o dia 7 de julho? Dãã! "Claro! Com o dinheiro dele, com certeza era um pai maravilhoso!"
Oh God... Maldito dinheiro! Por que ele sempre está na frente? Claro que depois tentaram descreditar a atitude que hoje é o vídeo mais acessado do Youtube, dizendo que Paris foi obrigada a falar no final da cerimônia, e que tinha esperneado e gritado nos 'bastidores' dizendo que não queria fazer isso. Mas, seja qual for a versão da história, acho que daqui a uns dez anos, Paris vai olhar essas imagens, e não vai se arrepender disso. Mesmo antes de separar um tempinho da minha vida pra conhecer Michael Jackson, nunca duvidei que ele fosse um bom pai, mesmo com todo aquele episódio com o Blanket na sacada do hotel.
Dinheiro compra quase tudo. Quase. Michael ia nas lojas de antiguidades, com objetos caríssimos, e ia apontando o que queria. Mesmo que já estivesse fudido de grana, não queria sair do seu mundo de ilusão. Sobre isso, um cara chamado Fernando Leal, escreveu um artigo para o Jornal Destak, chamado "O último show de Michael Jackson". Queria ser culta o suficiente pra fazer o tipo de comparação que ele fez, foi simplesmente bárbara.
Ele compara a vida de ilusões e de vaidades de Michael Jackson a um conto de Hans Christian Andersen, "A Roupa Nova do Rei". É a história de um rei que era muito vaidoso e que investia todo seu dinheiro em belas roupas e em desfiles para mostrar a sua elegância. Até que chegam dois picaretas, dizendo que possuem os tecidos mais belos do mundo, "com fios tão especiais que são invisíveis aos olhos dos destituídos de grande inteligência". E aí, todos dão corda a essa palhaçada. Até que ele vai desfilar para seus súditos. Todos ficam calados, afinal ele é o rei. Até que um menino grita: "O rei está nu".
"Talvez nunca ninguém tenha gritado no ouvido de Michael Jackson que o rei estava nu"
E ai de quem ousasse gritar! Foi o que aconteceu com a babá das crianças (e namorada?) de Michael, que depois de chamar a atenção da família que as coisas não estavam bem, foi demitida. Enfim, o pior cego é aquele que não quer ver. Mas quem somos nós pra julgá-lo. Simplesmente nada nem ninguém! Colocar-se no lugar dele por uns segundos, e pensar em todas as coisas que ele teve que tentar equilibrar desde quando era 'o pequeno Michael', já é difícil.
Deus sabe o que faz... Ah, sabe! Ele já era um sobrevivente. Era pra ele ter morrido no acidente da Pepsi, em 1984. Escapou por um milagre. Mas eu fico no meio do caminho, pensando que a causa mortis deve ser elucidada, e as pessoas coniventes devem ser punidas. Mas ao mesmo tempo, sei que nisso tudo, não existe muita fatalidade.
Na verdade, é díficil se meter nesse ninho de mafagafos, tendo lido somente Moonwalk, uma autobiografia. Ele é cavalheiro demais pra falar certas minúcias sobre momentos ruins, traumas. Aliás, ele me surpreende demais quando reconhece a importância do seu pai na sua vida, no âmbito profissional, na carreira dos Jackson 5. Eu acredito que nem o Taraborreli, o biógrafo mais reconhecido de Michael, tenha respostas pras milhões de perguntas que ficaram no ar. E ficarão.
Por falar em Taraborreli, o que vai vir agora de comércio em cima do nome Michael não está no gibi. Olha o dinheiro aí, gente! Além dos DVDs, CDs, que eu não vejo muito problema, afinal, todos querem uma recordação, uma forma de ter essa pessoa imortalizada em um trabalho, surgirão as biografias polêmicas. (Até porque adquiri o meu, hahaha! O único que era show mesmo. O problema é que foi gravado no Japão, e platéias japonesas são tão comportadas que me dão agonia. Em 'She's out of my life', ele pega uma japa na platéia e dá uma abraço nela, e ela fica rindo que nem uma retardada. Cara, ela realmente sofre nessa música! No final, ele chora, a voz embarga, triste demais! E ela ri! Absurdo total, cara... Ah, e se alguém ver o DVD de HIStory dando sopa por aí, grita, valeu?) Dizem que Chandler, o menino de 1993, vai lançar um livro contando seu caso de amor com Michael. Pra quem gosta de romances de ficção, tipo "Harry Potter e a Pedra Filosofal", é uma boa pedida. Um biógrafo vai ousar, indo de encontro a todos os outros trabalhos já publicados, dizendo que Michael era gay. Mas não pedófilo. Are baba, esse vai vender como água, com certeza. Mas o cara parece ser meio doido, já vinculou muitas mentiras, enfim. Mas não só Michael, como todos os seres humanos, gostam de ouvir o que lhes parece mais, mais... sei lá. O que acham que é verdade. Deu pra entender? E David Gest, amigo de Michael há mais de 30 anos, disse que... (Eu sabia, não tinha ido muito com a cara dele quando ele apresentou o Top 40 na Mtv, lá vai ele aprontar) ... Que vai fazer uma autobiografia, e vai aproveitar pra falar sobre a vida sexual de Michael (?). Enfim, tentando ser bem amigona do Gest, posso dizer, de uma forma bem arriscada, que pode ser uma boa, até certo ponto. Pelo que vi e ouvi David falar sobre Michael durante 4 horas, principalmente em "In the closet" (eu sei que o nome é sugestivo, mas é justamente ao contrário! hahaha), ele vai fazer um belo contraponto ao tal biógrafo polêmico. E a família? Nem preciso dizer muito. Joe Jackson quer deixar o corpo de Michael em Neverland e assim transformar o local em atração turística. E já disse que Paris e Blanket levam jeito para a coisa, e que aliás o menino dançaria muito bem. Empresários natos são difíceis de segurar... Sobre os filhos, prefiro nem comentar muito, porque ainda não se sabe quem é o verdadeiro pai e mãe dessas crianças. Mas Deus prega muitas peças por aí, fazendo parecer que Paris tem a mesma personalidade do pai, e Blanket, os mesmos olhos de Michael. Vai entender...
No meio disso tudo, você acaba descobrindo e filosofando coisas... O dinheiro não é tudo, mas o amor também não é o suficiente, e não salva ninguém. Ao mesmo tempo em que o caminho para um mundo melhor está na busca pela igualdade e coletividade, não sei até que ponto podemos interferir no indivíduo, modificá-lo para que ele se integre a esse 'grupo'. A vida é muito misteriosa, cheia de becos e ruelas. E tudo me faz acreditar que o segredo da vida é o equilíbrio. Mas o equilíbrio é uma coisa que não existe, estou na profissão mais adequada poossível pra me dar conta disso. O equilíbrio é uma utopia. Mas a felicidade é uma utopia? Para ser feliz é preciso ter equilíbrio?
Ser materialista ou ser romântica? Uma andorinha só não faz verão, mas se ninguém começar, o que será de nós? Será que vale a pena gritar aos quatro ventos o que é correto e justo, se parece que ninguém ouve? Aliás, ninguém ouve! Será que a justiça sempre prevalece mesmo, ou ela só vai existir lá no dia do juízo final??
E quem não tiver paciência de esperar 'ganhar um Fuscão no juízo final e um diploma de bem comportado', como diria o grande Gonzaguinha? Pra que eu quero essa porra desse diploma, se tudo já vai estar acabado mesmo? Por que, como diz o Conrado, eu "só me f*do nessa merda"? Por que o mundo pertence aos espertos, e não aos sábios?
Qual o limite entre ser bom e ser otário? Equilíbrio.
Mas o equilíbrio não existe.
Prefiro filosofar em cima dessa frase de Michael, talvez aí esteja a resposta:
Ele canta "sou mal, você é mau, quem é mau, quem é o melhor?". Ele diz que, se você é forte e bom, você é mau.
Mas, enfim. Depois das coisas imprevisíveis que acabam mudando os rumos de nossa prosa, cá estou. Pra falar de uma coisa que não se entende, nunca será entendida, e eu nem faço a menor idéia de como se começa essa birosca. 'Another day has gone...' Dia desses eu falei sobre ela, a bendita astralidade, e sabe-se lá porque eu estou falando dela de novo. Quer dizer, sei sim. É que a difusão dela, a astralidade democratizada está me assustando. Eu pensei que esse sentimento ou estado de espírito era um movimento isolado, que ocorria só no meu caso. Pois é, mas não é o que parece. O que tem de casal astral por aí, puxa, dava pra fazer uma 'Dança dos Famosos'! Ou até colocar todo mundo dentro de uma fazenda e ver no que dá!
"The way you make me feeeeeel..." O meu casal-desespero-mor já é mais do que conhecido. E nem tô a fim de falar desses chatos que deram um 360 graus na minha vida, simplesmente porque há meses não sei por onde eles andam. Só sei que, se você olhar esse cara pintoso e bem apessoado agora, meio de longe, é capaz de confundir com o Marcelo Camelo. E ela... Ah, sobre ela, só fiquei sabendo que tem vida sexual ativa. É, esse ofício é muito desagradável. O que é mais revoltante dessa minha vida é esperar os sobrinhos de um casal nem formado ainda. Um conselho: evite entrar nessa vida, ela não te leva a nada! Sabe qual é o problema? Parece que eles não entendem que a gente quer o melhor pra eles! Não entendem a nossa obsessão desmedida! Isso é um bisurdo...
De preferência, quando quiser depositar suas expectativas mais floridas e mais fofuretes em duas pessoas, querendo o melhor e mais lindo do mundo pra elas, escolhe logo um casal pronto, boba! Tipo, William Bonner e Fátima Bernardes, ou qualquer coisa do tipo. Se eles separarem um dia, pense pelo lado positivo: pelo menos você viveu dias felizes vendo-os juntos. Oficialmente. Pense no que eu sofro (quer dizer, sofria).
Pensa no que essas meninas espalhadas pelo mundo sofrem! Casseta e planeta, essas aí ainda tem mais setenta livros que vão se transformar em filmes pra pegarem seus respectivos chicotes e batê-los em suas respectivas costas! (é brincadeira, tá?) Além de serem ídolos, pra piorar a situação são ídolos declaradamente teens, o que aumenta a histeria e também os seguidores. Algumas histórias eu acabo sabendo, até por que atire a primeira pedra quem não tem uma amiga (ou amigo, por que não?) que tenha lido ou visto a mais nova sensação do momento? Eu fui ver o MTV Movie Awards e só deu esse filme. E algumas situações aconteceram que, claro, chamaram tanto a minha atenção, quanto a de toda uma legião de astrais vampirísticas. Os caras ganham o prêmio de Melhor Beijo, ou algo assim. Aí me sobem os dois no palco, e a outra me faz um doce federal pro cara. Olha, se eu fosse fã dela, eu dava na cara dela, porque isso não se faz com o coração de ninguém. Na verdade, pelas referências dadas e tudo mais, eu não via onde é que eles combinavam, fora a tal química astral que certamente deve rolar entre eles, porque se não fosse isso o filme não estaria como está. Até que a menina-que-ninguém-decora-o-nome deixa o troféu em forma de saco de pipoca se espatifar no chão. Imediatamente, filmam ele na platéia, rindo de uma forma tão simpatica, que dava vontade de rir com ele. Aí sim, eles pareceram um casal perfeito. Mas é sério, pra quem ainda puder contrariar o coração, sai dessa. E seja o que Deus que quiser. Só sei que senti uma certa emoção. Vendo aquele prêmio, viajei no tempo e voltei a maio de 2007, prêmio Tv y Novelas. Bons tempos aqueles...
Cara, tá ligado nisso? Até os big brothers da vida estão disseminando astralidade por aí! Aí você vai me dizer: "Isso sempre foi assim! A Globo sai se aproveitando de caisazinhos formados em situações 'extremas' de confinamento pra ganhar mais audiência!". Mas acontece que, quando você vê na televisão um bando de mulher numa fila de autógrafos da Playboy, com o pretexto de conhecer o casal que ama e adora, é porque barreiras foram ultrapassadas. As barreiras da sanidade. Aí sim, a partir disso você é astral. Ah... é! Esses aí vão dar muito certo, mesmo que não se gostem muito, sabia? Os dois gostam da mesma coisa: dinheiro. :S Emiti demais a minha opinião?
Existem casais astrais aos montes por aí, e os motivos dessa ligação tão forte que temos com pessoas que talvez nunca conheçamos talvez sejam mais que uma simples afinidade. Acho que é o reflexo do nosso desejo mais profundo de ser feliz. Aquilo que pedimos todos os dias ao nosso Criador antes de ter uma conversa mais longa com o travesseiro. Mas... Vai saber! Vai que o casal dá certo... Mas também pode não ser. E aí, foi estresse desnecessário? Ou sempre aproveitamos algo de alguma experiência? Fico com a segundo opção, até pra não me sentir uma completa idiota. Mas é sério... Se possível, escape disso. Cada um no seu quadrado é sempre melhor, por mais que as intenções sejam as melhores. Até porque, cada um sabe o que sente, o que percebe do mundo ao seu redor e, com exceção dos videntes, nunca saberemos o que se passa na cabeça de alguém. Por isso, é melhor previnir do que remediar. Sem muitas expectativas daqui pra frente... eu juro.
(Ok, a foto é só pra abrir e fechar um assunto mesmo. Até porque, pelo que eu encontrei por aqui, parece que o povo não vai muito com a cara dela. É, isso é bem lógico, é como se fossem as fãs do Jaime com Heidi... Eu sei, eu sei o tipo de comparação que você está fazendo na sua cabecinha agora. E é por isso que eu admiro as pessoas que tem a audácia de se tornarem fãs de alguém, cada um devia merecer um prêmio por amar tanto um desconhecido sem querer nada em troca -até certo ponto, claro) Quem entendeu, entendeu! Quem não entendeu, pega senha!
*-*
Bueno... Eu vi essa pérola ontem, e meldels, eu ri demais! Deve ser porque eu conheci essa música há alguns dias e estou completamente xonadaaaa! E detalhe: essa análise foi assim porque Mion é hiper fã do Mike. Imagina se não fosse!
Parece que muita gente não vai esquecer o que aconteceu no dia 25 de junho de 2009, pois esse foi o dia que a música pop, ou melhor, a música americana morreu. A música americana nunca existiu realmente. Se existe alguma música genuinamente americana, ela seria o country e os ritmos afro-americanos isolados, blues, soul, e por aí vai. Mas falando sobre a música de exportação americana, ela morreu na quinta. Nada de muito bom tinha surgido nos últimos anos, e a morte de Michael Jackson só vem pra marcar um ponto na história do mundo: as coisas nunca mais vão ser como antes. Vou dizer que, quando ouvi a primeira referência sobre o fato, eu deixei pra lá, não acreditei muito, mas o fato do MTV na Rua terminar com o clip do Michael, assim, do nada, foi um pouco estranho. Até que vem a Luisa Michelleti dar a notícia oficial dos estúdios do Notícias MTV da morte do astro. E o engraçado é que só uma hora depois, ao passar o jornal nacional, eles não davam a notícia de que ele estaria morto, só falavam que estava no hospital por causa da parada cardíaca. Mas tudo bem, isso é coisa de Globo, esse tipo de suspense, que eu nem vou comentar. Prefiro acreditar que estavam esperando mesmo a confirmação da CNN.
Uma quinta de choque e uma sexta de reflexões. Muita gente morre todo dia. Muita gente mesmo, principalmente numa cidadezinha perigosa chamada Rio de Janeiro, cujos motivos você pode ver aqui. E então, porque quando uma única pessoa morre, e ainda por cima de causa 'natural', por que há tanto alvoroço?? PORQUE É O MICHAEL JACKSON, SEU ANIMAL! A Mtv e a indústria dos clipes não seria a mesma sem Michael Jackson. Todas essas boybands não existiriam sem Michael Jackson. E quando se diz que ninguém é insubstituível (frase cruel essa...), ok, ela tem valor no mundo da música. Se não tem cão, caça com gato. Se não tem Madonna, vai de Britney Spears. Se não tem Beyoncé, vai de Rihanna. Se não tem BSB, vai de N'sync. Se não tem Ja Rule, vai de Snoop Dogg, Ne-Yo, ou qualquer coisa dessas. E se não tem Michael Jackson? E se não houvesse essa pessoa na história da música? Hum... Só sei que se ganharia muito menos dinheiro na música, pois foi com ele que a música passou a ser um grande show, em todos os sentidos.
Tá, mas e daí? Qual a diferença que faz na minha vida que ele tenha morrido? De mudança prática... nenhuma. Mas me fez pensar que essa é uma grande estratégia da Dona Morte, sabem por quê?
Isso é pra gente perceber o valor de uma vida. Todas as vidas valem muito, mas quando qualquer uma delas se vai, não há a mesma repercussão de agora, com destaques até no site da Aljazeera. A Morte é convencida, quer mostra que tem força, e que a qualquer hora, pode ser um de nós que vai tomar um café na sua choupana. A partir do momento em que uma pessoa do seu lado ou na sua vizinhança morre, e nós obramos pra isso (claro! vamos fazer o quê?), Dona Morte passa a ser banal. E ela quer ser popstar, e é fato que não podemos ignorar o seu trabalho. Daí, ao invés de cortar os pulsos pra chamar a atenção, ela leva nada mais nada menos que a segunda pessoa mais popular do mundo (só perdendo para Jesus Cristo). E o engraçado é que metade do mundo deve estar, como eu, achando isso uma grande piada. Afinal, Michael Jackson não era imortal? Ele parecia imortal. Sempre aparecendo nos jornais e revistas com polêmicas e bizarrices, acostumamo-nos com a sua figura atual, bizarra, estranha, envolvido mais no mundo do entretenimento do que na música, e parecia que não sairia mais dessa situação. Agora, olha como somos cruéis: fomos atacados por uma grande amnésia, parece que esquecemos de tudo que ele tinha feito de positivo e impressionante até agora.
Sentimento de obra inacabada... O problema não é a morte. Isso acontece com qualquer um, e em grande parte das vezes não é esperada. Mas tudo bem, mesmo que ele tivesse 160 anos, sua morte nunca seria levada como algo normal, afinal esse sentimento de imortalidade está realmente no inconsciente coletivo. O problema é que a morte vem no momento mais inoportuno possível, quando havia chance real das coisas voltarem ao normal. Ou pelo menos, que essa história teria um fim decente. Eu fico pensando como deve estar a cabeça daquelas 750 mil pessoas que iam aos shows de Londres que começariam no mês que vem. (Um mês!) Quer dizer, iam para uma despedida, que por força maior não aconteceu. E como deve estar a cabeça dos fãs? Eu prefiro nem pensar, porque se eu aplico a 'lei da alteridade', eu não durmo hoje. E o pior de tudo. Seus filhos nunca viram o pai no palco, somente por vídeos, mas nunca ao vivo. O desejo de Michael era levar seus filhos na estréia dos shows de Londres para que pudessem vê-lo de volta aos palcos. Ai, cara, eu nem sei mais o que falar...
Pra você que não sabe quem é... Pega uma horinha do seu dia e escolhe um dos setecentos e cinquenta programas que estão surgindo para falar um pouco da biografia de MJ. Principalmente os da MTV, que mesmo alguns sendo documentários bem velhos, são muitos bons. Só pra constar, eu devo ter visto quase tudo que passou com esse assunto, só com o pretexto de convencer à minha mente e dizer que é real. Você pode estar achando estranho, até porque eu nunca disse que sou fã de Michael Jackson. E nunca fui.
E nessa história, 'quem é mau'? Nunca fui fã, mas toda essa situação, a morte repentina e tudo que reapareceu na mídia sobre a sua história me comoveram muito. Você pode ter achado tudo que eu disse até agora é uma grande besteira, mas preste atenção ao que eu vou escrever agora. Com a morte de Michael Jackson, fica provado que não só o excesso de gordura na alimentação, o fumo, as causas externas como a violência são os culpados das mortes. Muita gente morre num lento e progressivo suicídio. E isso é cada vez comum. Chega a ser injusto uma pessoa tão genial, tão importante pra história do mundo, terminar sua trajetória de uma forma tão triste, e pelas suas próprias atitudes autodestrutivas. O pior é saber que isso não foi, de forma nenhuma, sua própria escolha. Michael tinha um câncer. Um câncer na alma, que se iniciou há muito, muito tempo. E não há dúvidas que o agente iniciador e promotor desse câncer foi seu pai. E, inevitavelmente, a própria fama acabou atacando mais uma alma suscetível. Quando dizem que a família é o mais importante, acredite. Ela realmente vem se mostrando o reflexo da sociedade. Se a sociedade está doente, é porque a família está destruída. Famílias vem destruindo sonhos, destruindo vidas, destruindo almas. Por isso, cuide bem da sua.
Não poderia haver tema mais triste pra se tratar, mas não poderia de deixar de falar o que estava entalado aqui na garganta. Olha que máximo o Ricky Vallen falou sobre o assunto:
(...) O que me deixa chateado é que o cara fez tanta gente feliz mas não foi feliz. Viveu boa parte da vida com um monte de abutre em cima dele por causa do maldito dinheiro.
E Caetano Veloso:
(...) O que quer que tenha havido entre ele e aqueles meninos cujos pais o processaram, acho-o moralmente superior a esses pais. Michael é o anjo e o demônio da indústria cultural. A serpente do seu paraíso e o mártir purificador. Os talentos artísticos extraordinários frequentemente coincidem com vidas torturadas e enigmáticas. Michael era um desses talentos imensos.
Eu paro por aqui, mas se você ainda tiver paciência pro assunto, leia essa reportagem.
Em 2008, ao jornal britânico The Mirror, Ne-Yo (que já escreveu hits para Beyoncé) disse ter composto e enviado por e-mail diversas faixas para Jackson. "Este álbum precisa ser melhor do que Thriller. [Jackson] quer melodias matadoras. Ele me liga de volta para dizer, 'Eu realmente gosto da canção três; na quatro o gancho poderia mais ser mais forte. Na número um, mude o primeiro verso... Ok, tchau". Click. E aí eu refaço e ele gosta, 'ok, estão perfeitas. Mande-me mais."
"Michael está muito nervoso. (...) Ele sabe que as pessoas querem que ele falhe. É difícil quando todos os olhos recaem sobre ele. E há tanta competição de jovens por aí...", disse Ne-Yo.
Em 2007, Will.i.am afirmou que Jackson estava trás de novas tecnologias para o trabalho - em particular, redes sociais e download. O frontman do Black Eyed Peas, que já assinou hits para Justin Timberlake e 50 Cent, assegurou que o artista não tinha perdido poder de fogo. "Cara, ele ainda consegue cantar como um pássaro."
Até mais. Preciso terminar de baixar minha coletânea de Michael Jackson. Já ouviram falar em mea culpa?
"Eu sempre quero que a música influencie e inspire cada geração. Quem quer a mortalidade? Você quer que o que você cria sobreviva, e dou meu máximo no meu trabalho porque quero que viva"
Um 'plus' só pra explicar o título. Descobri que um dos textos do espetáculo está disponível no blog do a(u)tor. Só um fragmento como aperitivo:
O amor é uma piada esperando uma desgraça para ser inventada.
O amor é uma piada esperando uma desgraça para ser inventada.
O amor é a pirâmide para quem nunca falou da antiguidade com amor.
O amor é a pirâmide para quem nunca falou da antiguidade com amor. O amor é este texto se eu tiver coragem de deletar este texto. Mas não tenho. Porque me falta amor. Mas posso te oferecer este silêncio. E te garantir que é o melhor da praça – e a praça está cercada. É o que mais sai – e não há saída. Ninguém nunca voltou para reclamar – porque ninguém aqui é bobo para não ver que reclamar traz o verbo amar embutido. Este silêncio é o melhor. É o campeão. Não vê o brilho nos olhos dele? É a autoconfiança de quem vai pra briga – no sentido figurado, porque porrada de verdade, soco no olho, é amor. E eu não vim aqui para te falar de amor. Estou aqui para interromper o silêncio. Por alguns breves segundos porque eu sei que é impossível. Porque aqui, sou apenas palavras sobre uma página. E isso também é amor. Deste modo, não há remédio senão calar.
Era um silêncio suicida. À espreita de um grito, rajada, freada, sirene, explosão.
Era um silêncio porra.
Gotejando da palma da minha mão.
E pra não fugir às origens... Fofoca! ajajajajaajajaja
Thalma de Freitas e Michel Melamed trocam carinhos no Rio
Michel Melamed chegou de mãos dadas com a atriz e cantora Thalma de Freitas no Teatro Sesc Ginástico, nesta quinta, 11, no Rio de Janeiro.
No local, os dois trocaram abraços e olhares. O ator está em cartaz no Sesc com três peças: Regurgitofagia, Anti-Dinheiro Grátis e Homemúsica.
Thalma de Freitas e Michel Melamed trocam carinhos no Rio de Janeiro
A dupla chegou de mãos dadas durante a estreia do projeto Trilogia Brasileira.
Ah porra, não é possivel! A astralidade invadiu até o mundo cult?
Tô planejando fazer um post sobre isso. E essa notícia é a gota d'água! hahahahahahaha
Essa semana fui ao teatro (2ª vez)! Sabe aquelas coisas que você olha diz: “cara, não posso deixar passar!”. Então, quando olhei cartaz do “Trilogia Brasileira” dando sopa pela cidade, não perdi tempo e fui ao computador (da faculdade, diga-se de passagem) pra ver onde, quando, como ir até ela.
Como o espetáculo é daquele tipo que não se sabe se as pessoas que eu conheço vão gostar, não fui muito longe para encontrar uma companhia: tenho uma dentro de casa, mamãe. E o melhor, ela paga! Haha.
E quando se abrem as portas da esperança, lá está o digníssimo Michel com seu look nem um pouco chamativo, com sobretudo e galochas pretas. Na mão, a corretinha do cachorro... cachorro? Na verdade, foi uma nota de 2 reais que ficou na ponta, e na verdade quem bebia água na tigelinha do dog era o próprio a(u)tor.
No meio do público, ele pede dinheiro. É isso aí, pro espetáculo ter dinheiro pra poder viajar pelo Brasil! Foi a todos os lugares, pediu a colaboração dos presentes. E para os fumantes, uma proposta irrecusável: não é permitido fumar no teatro, mas se faz parte do espetáculo, não há objeção. Então, se a pessoa desse dois reais, poderia subir no palco e fumar. A menina que foi até dividiu o cigarro com o a(u)tor.
Só que tem uma coisa que me esqueci de comentar.
Como eu disse, é uma trilogia, e esse seria o segundo espetáculo da trilogia. Quer dizer, eu pensei isso quando comprei os ingressos.
Por falar em ingressos, a comédia começou quando fui ao local comprar os tais tíquetes. Logo quando chego, tem uma menina comprando e dizendo “Moça, você precisa me dar o lugar mais perto do palco, eu AMO esse cara, pelo amor de Deus!”. E os bilheteiros dando risada. E eu também. Até que ela me pergunta: “Você ama ele também?”, e eu disse: “É, mas não com essa... intensidade, hahahaha”.
Dos três espetáculos, eu preferi levar minha mãe ao segundo. Pelo primeiro ter um conceito bem denso, a questão dele estar acorrentado e tals, fiquei meio temerosa de levá-la. Além do que era no meio de um feriado, o Centro estaria um deserto. E do último, eu não tinha visto nada, não tinha procurado vídeos sobre ele, mas parece ser muito bonito, porque é todo em cima de música.
Levei ao segundo porque “Dinheiro Grátis” tem uma interação voluntária da platéia muito legal e divertida. Um espetáculo pra dar risadas, mas também pra pensar, pra refletir sobre o lugar de cada coisa no mundo.
Tem uma hora que ele faz um leilão sobre o dinheiro, e uma das perguntas foi:
“Se dinheiro fosse um livro de Guimarães Rosa, qual livro ele seria?”
Um popular grita: VIDAS SECAS!
“Olha, você corre o risco de ser IMPUGNADA desse concurso!”
Hauhauahauhauahauhauhauaha!
Só que, eu tinha já observado que o nome tinha mudado: agora era “Anti-dinheiro grátis”. Deixei passar...
O espetáculo começa como o Dinheiro Grátis. Logo quando ele volta da sua “passagem de sacolinha”, ele vem como um velho rabugento reclamando baixinho e mostrando sua indignação. Ficou revoltado porque ele pediu a uma pessoa um real e ela ofereceu 1 centavo. Ele tava bem pertinho da gente. Minha mãe riu, ele disse pra ela “Não ri não, isso é revoltante!”, hahahaha!
Um centavo ele não queria, “O que é 1 centavo? Um centavo não compra nada!”.
Ele explica que o 1 centavo é uma coisa tão pequena que acaba carregando energia negativa. Se algo não está indo bem na sua vida, pode procurar que tem um centavo jogado na sua bolsa, no fundo do sofá, e isso explica a sua má sorte. Então, como ritual de iniciação do espetáculo, a idéia era jogar, de forma sincronizada, as moedas de um centavo... no palco!
Uma popular pergunta: pode ser moeda maior?
Na segunda leva de moedas do azar, ele diz que não tem problema, até porque uma moeda de 25 centavos tem o mesmo peso de 25 moedas de um centavo. Isso é verdade.
No meio das brincadeiras, ele nos questionava:
Matar ou morrer?
Mudar ou entender?
Tudo ia bem, até que ele diz que existem três tipos de pessoas na sociedade brasileira: a elite (‘se tiver algum representante aqui, é melhor não se manifestar’), a classe média e os miseráveis. Nisso, muda gente grita: uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuul, quase um é nóóóóis! E ele fala: mentira, quem disse que miserável vai ao teatro?
Ri horrores, porque me senti até bem. Não estou tão abaixo assim da linha da pobreza! Ajajajajajaja
Só que aí, ele diz que tudo aquilo é um erro. E sai. (Eu acho que foi nesse momento, minha memória guarda poucas informações e de forma misturada).
E aí, começa o Anti-dinheiro grátis. Uma autocrítica a sua própria obra. Passa no telão cenas do antigo “Dinheiro Grátis”, onde no final, o dinheiro que era recolhido e posto numa cartola no centro do palco era queimado. Aliás, Dinheiro Queimado (Plata Quemada) é um livro argentino muito bom! Virou até filme, mas eu não pude ver, porque era menor de idade ainda... Mas enfim, continuando.
Ele, agora sem o casaco, fica numa mesa lendo textos que mesclam crônicas com explicações acerca do finado espetáculo.
Eu tenho a maior humildade do mundo em dizer que não entendi nada do que ele disse. Eu sei o que os textos do Michel são muito densos, e vão encadeando vários assuntos, até que você se perde e não sabe mais sobre o que está lendo. Mas alguém mais acostumado a isso deve entender, afinal as críticas aos seus espetáculos são sempre muito boas, em jornal “O Globo” pra cima.
O problema não foi isso, mas sim o espetáculo que foi muito curtinho. Quando foram 20h, ele pega seu violão, dá uns acordes, e como no vídeo projetado mostram o fim do antigo espetáculo, ele levanta e agradece ao público do vídeo. E sai.
Isso eu tenho certeza que ninguém entendeu, porque todo mundo ficou sentado, esperando que a parada continuasse. A gente só caiu em si quando os caras abriram as portas do teatro, tipo: ‘bora, cambada, acabou!’.Quando eu levantei, o povo da fila central tava todo sentado, esperando ainda alguma coisa, hahahahahahahahahahahaha.
Bom, eu saí. Se eu procurar alguma nota na internet dizendo que o espetáculo continua para os persistentes, eu vou pedir reembolso do ingresso!
Matar ou morrer?
Mudar ou entender?
A gente tá aqui pra mudar o que está lá fora!
Foram as coisas que consegui fixar na minha cabeça que foram faladas no espetáculo, isso antes da peça mudar de figura, é claro.
Putz, você fica se perguntando sempre o que é mais importante, o que é mais urgente, e não encontra a resposta! Matar ou morrer é questão de sobrevivência: é bem melhor ‘descer a Graça Aranha matando geral’ do que pensar em deixar essa vida cruel, hahaha!
Agora, mudar ou entender é uma coisa que faz muito sentido. O mundo tá cheio de gente que fica muito preocupado em entender as coisas, e fala mais de mil vezes que ‘entende a situação’, mas que na hora da verdade, não faz nada para mudar a situação que ele tanto se esforça em entender.
Pessoas que se perdem muito nesse sentido são os cientistas, pesquisadores e afins. Muito estudam, mas pouco sabem sobre como agir, principalmente quando tratamos de seres humanos. Entender o que faz uma deficiência de tal coisa no organismo é muito ‘fácil’ de se elucidar atualmente, agora não vemos nenhuma atitude concreta que venha a mudar a situação dos deficientes, dos pobres, dos miseráveis.
Essa pergunta veio a calhar. No mesmo dia, antes da peça, estava conversando com uma colega da faculdade, em que ela me contava a decepção que sentia ao ver o que as nutricionistas de hospital faziam pelos pacientes: um redondo e grande NADA. Isso acaba com a ilusão de uma estudante que tem sonhos, e que vê a importância do papel social da profissão que escolheu. Tanto que o antigo desejo de trabalhar nesse local tinha virado fumaça. E não há nem como julgar esse pensamento, até porque, pra que comprar briga com as imprestáveis? Pra que demandar tempo, energias, estudo, para remar e remar e remar contra a maré? Pra que mudar?
Mas é preciso... Ah é! Hahaha.
Pra você ver como ainda há saída, há resistência a essa mesmice que a gente vê por aí, existe gente na minha futura profissão que não cacareja ao invés de falar.
A possibilidade de reflexão sobre si mesmo e sobre o seu papel faz do ser humano um ser único. Mesmo compreendendo a correlação de forças que determinam o atual modelo político-econômico do país, desse ser espera-se a ação. A reflexão e a ação, como constituintes inseparáveis da práxis, são a maneira humana de existir; isso não significa, contudo, que reflexão e ação não estejam condicionadas, como se fossem absolutas, pela realidade em que está o homem.
Lendo isso aqui, você diria que está num artigo de nutrição?? Falando sobre restaurantes comerciaise adequação a normas da Anvisa????
É esta reflexão sobre si mesmo e sobre o seu papel social que se espera do responsável técnico e em especial do nutricionista.
Voltando ao Michel, procurei alguma crítica sobre o novo “Anti-dinheiro grátis”, e acabei achando uma blogueira que certamente tem a capacidade mental plena pra entender tudo que foi falado na segunda metade da peça e... ah, clique aqui e veja.
Ai, ai, só sei que, continuo achando esse cara o máximo!
Ser leve e sexy é algo fundamental (risos). São os maiores predicados de alguém, além da doçura e força.