sábado, 26 de janeiro de 2013

Que coisa, hein?

Sabe o que andei pensando?
Com essa coisa de categorizar minha vida nos blogs (tenho um blog pessoal, um blog sobre a área da Nutrição e um novo blog de Logosofia), percebo que tenho material para preencher o blog profissional (pois mantenho o estudo e trabalho pacas) e o blog de logosofia (pois estudo diariamente ou quase diariamente), mas não tenho nada pra escrever no meu blog pessoal. O que significa que não tenho feito absolutamente nada na minha vida pessoal, hahahaha! Ou.... não tenho tomado minhas experiências pessoais como dignas de serem descritas.
Mas isso me despertou para este problema, que pretendo resolver durante este ano (sim, é uma resolução de ano novo escrita publicamente).
Essas semanas estão um pouco menos disponíveis, por conta de um processo seletivo ao qual terei que me submeter, então preciso de mais tempo de estudo. Mas quero reafirmar este compromisso aqui.
Há alguns anos atrás, eu tinha opiniões diversas sobre muitas coisas, mas hoje prefiro não ter opinião sobre nada. Tudo parece tão esdrúchulo neste mundo que não acredito que mereça tanto a minha atenção quanto já mereceu.
Daqui a pouco eu volto. Ou daqui a três meses, não sei....

domingo, 4 de novembro de 2012

Idas e vindas

Havia períodos na minha vida em que eu não ficava sem esse espaço. Fazia questão de explorar minhas ideias sobre o que quer que fosse para poder libertar minhas ideias, fossem elas úteis ou não.
E depois, teve um período em que um autocoitadismo me fez expor o mais triste que havia em mim, para ver se alguma coisa acontecia. Não sei, talvez eu me sentisse melhor, ou alguém sentisse pena de mim e me consolasse. Acho que não deu muito certo.
E aí, eu passei por períodos conturbados e difíceis, em que era realmente complicado parar meia hora da minha vida para escrever. Esse período passou e a paz reinou.
E nessa paz, preferi me expor menos.
Sei que não é necessário explorar coisas essencialmente pessoais para escrever. Ora, você pode somente colocar seus pontos de vista sobre determinado assunto geral.
É, pode ser.
Mas o que me preocupa é que fiquei preguiçosa para escrever, e esse é um ponto que não me agrada em nada. Eu amava escrever, e por que agora é tão difícil? Perdi a prática. E também perdi um pouco do amor que tinha por isso aqui, a Internet.
Antes, meu mundo era aqui. Agora, eu tenho outros mundos para cuidar. Outros mundos que estão se criando agora, e por isso precisam muito da minha atenção. E adicione a isso as dores que eu ganho da minha escoliose de estimação se fico muito tempo sentada na frente do computador.
Outro ponto é importante. A visão negativa também dá muito mais IBOPE, pensamos nós, erroneamente. Antes, eu adorava colocar minha visão derrotista sobre a vida, porque eu tinha certeza que várias outras pessoas compartilhariam essa visão de mundo. Pois é, o desafio agora é construir uma nova visão dentro de mim mesma, onde não existem lamentações sem motivos. Existem superações.
Hoje eu trabalho, tenho responsabilidades que antes não tinha. Tenho uma ética profissional a zelar, e por mais que eu amasse escrever diversos textos sobre o que eu passo no meu dia a dia, eu estaria incorrendo gravemente nesse erro, mesmo que me colocasse de forma indireta, 'sem citar nomes'. Então, é muito mais difícil escrever sobre as aventuras do trabalho, como eu fazia com as aventuras da faculdade.
Ora, se a vida muda, nossa forma de lidar com ela deve, necessariamente, mudar também.
Hoje eu tenho uma relação muito mais sadia com os familiares mais próximos, pelo menos estou tentando bravamente. Com os familiares que se reaproximam, sabe-se lá por que real motivo, ainda tenho que pensar antes de tomar qualquer decisão que desmorone este castelo de cartas.
Hoje eu sinto a liberdade de quem pode prover seu sustento. Algo que é formidável, pois é algo que busquei por muitos e muitos anos da minha vida. Foi por isso que abdiquei, até demais, de muitas, muitas, MUITAS, coisas na minha vida. Desde a casquinha mista de um real do Mc Donalds até a festa de formatura. Tudo o que eu fiz, ou melhor, o que eu não fiz, poderia ter dado uma trajetória diferente para o meu ente psíquico, mas eu sinto no meu interior que tudo que eu sacrifiquei acabou sendo para o meu bem.
Mas, ainda é possível ir em busca da redenção...
Hoje eu sou estudante de Logosofia. Há alguns meses atrás, eu fui a um curso em busca de alguma resposta, de algum auxílio para a nova fase da minha vida que estava se abrindo, e encontrei exatamente o que eu precisava. Ainda não sei muita coisa, mas tenho noção da importância dessas curtas vivências para renovar a minha fé. Agora que torno este compromisso duradouro, tenho esperanças de que este empenho culminará em uma forma mais especial de viver a vida.
Como faz muito tempo que não escrevo aqui não sei mais como se conclui um texto. Só espero então que este mundinho não fique abandonado por tantos meses, sem um sinal de vida minha.
Vou pensar aqui como faço para alimentar três blogs com temas absolutamente diferentes...
Quem sabe deixo isso para o ano que vem?
:P

sábado, 29 de setembro de 2012

Acho que esqueci de dizer: Obrigada

No meio de todas as coisas que acontecem ao longo da nossa vida, é comum que esqueçamos de revisitar momentos importantes e dar o devido agradecimento àqueles ou àquelas que foram e são tão importantes para nos dar força nas nossas lutas empreendidas nessa vida.
E hoje, eu quero agradecer a você. A você que foi, por muitas vezes, meu único companheiro, meu único amigo que estava por perto.
Obrigada por ter sido meu irmão, meu pai, meu professor. Obrigada por ter sido a família que eu não tive a meu lado.
Obrigada por me acompanhar pra onde quer que eu fosse, por me compreender e me acolher. Por abraçar minh'alma nos momentos em que eu mais precisava.
Não tenho mais nenhum saco pra sites, fãs, fofocas, inutilidades e toda essa merda. Não nasci pra isso. Talvez tenha mais o fazer, ou talvez seja o meu espírito que clama por evolução.
Não lembro de mais nada que, há algum tempo atrás, eu facilmente decoraria... Isso não me importa mais. Agora o que fica disso tudo é o sentimento. O tal do sentimento, força que pode revolucionar uma conduta e impulsionar a vontade de ser uma pessoa melhor.
Sempre que eu ouvir "Man in the Mirror", vou lembrar da menina que via pelas primeiras vezes seus dvds e sentia a maior força que já sentiu na vida. O coração saltando, as lágrimas brotando. E a mudança se fez, e permanece nessa menina.
Quando eu ouvir "keeping you head up to the sky/ keeping your mind up stay alive/ gimme your wings so we can fly", lembro de uma menina tentando sobreviver ao seu limite físico e mental. Sempre vinha aquele recado para não desistir nos meus ouvidos.
Eu não me sinto idiota, porque sei que você tem essa consciência do quanto influencia a vida das pessoas. E, mais uma vez, obrigada por isso.
Dói muito ser diferente de todos que estão ao nosso redor, nós sabemos disso, mas você é meu exemplo de que vale a pena buscar o conhecimento, impulsionar a vontade e munir-se de força para a luta árdua. Você é minha inspiração.
E hoje, tenho plena convicção de que se colhe aquilo que se planta. Eu terei notícias felizes pra compartilhar com você, não sei se em breve, não sei se daqui a 30 anos... Afinal, meu querido, o que importa é o caminho que estamos trilhando. O que há no fim desse caminho? Ora, não há mistério. No fim do caminho, está aquilo tudo que eu quero.
E até esse dia chegar, serei grata. Não tenha dúvidas.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Em construção

Fiquei por uns instantes olhando pra home do Blogger, pensando se deveria escrever no meu diário pessoal ou no meu diário público... E considero que seja importante dividir algumas coisas que vejo através do mundo que carrego dentro de mim, com outras pessoas.
Tenho pensado muito nas contradições às quais nos submetemos. Quantas coisas sem o menor sentido...
Quantas vezes temos um objetivo e um sonho, e tudo que fazemos nos encaminha cada vez mais longe do que queremos. Vamos no sentido contrário sem querer. Coisas que recriminávamos anteriormente, hoje fazemos sem o menor peso na consciência. Coisas que defendíamos com unhas e dentes, hoje nós largamos de mão, ignoramos.
Não é vergonha localizar estes erros dentro de nós. Mas talvez seja vergonhoso manter-se voluntariamente no mesmo erro. O que é viver, afinal? Ver o tempo passar e destruir tudo aquilo que um dia sonhamos conquistar?
Tem alguma coisa errada.
Exemplo clássico que eu já vivenciei. Pessoa ouvindo um funk daqueles do seu lado, mostrando o repertório pros amigos. O que você subentende pela escolha? Isso aí mesmo que você pensou. Não mais que de repente, começa a cantar com emoção aquela música número 1 de casamentos evangélicos, 'ontem, namorada, noiva, agora sua mulher', sabe?
Quem é essa pessoa, na verdade? O que diabos ela quer?
Claro, é uma comparação pobre, gosto musical é algo muito 'volátil', porém é algo que ilustra o quanto as pessoas levam suas vidas de forma contraditória. E depois reclamam e não entendem do que está acontecendo.
É fato que felicidade é algo difícil de sustentar. A verdade é que não temos um estado de felicidade, temos momentos de felicidade. Infelizmente, a dinâmica do nosso mundo atual, com as coisas mudando rapidamente, influenciam os indivíduos a 'enjoar' de uma coisa muito rapidamente. E isso é uma barreira muito grande pra que aprendamos enfim a conservar e prolongar este estado de felicidade. Tudo parece meio rotineiro e chato... 
Mas aí é que está o grande mistério da vida, encontrar nos simples e corriqueiros momentos os motivos para seguir em frente, sempre tentando ser uma pessoa melhor.
Eu já passei por muitas dificuldades ao longo da vida, dos mais diversos âmbitos. Hoje, eu sinto que cheguei em um lugar que não pensava que fosse alcançar tão rápido. No entanto, a necessidade imperiosa me fez tirar força de não sei onde para completar muitas metas que foram traçadas. E só essa experiência pessoal me permite visualizar certos fatos da vida de uma maneira diferente.
Eu vejo o que falta em mim e o que sobra nos meus semelhantes, e percebo claramente que ninguém se sente completo. E isso é tão inevitável, às vezes... É tão natural, é da natureza inconformada e imediatista do ser humano achar que não tem nada e não perceber o que tem ao seu redor.
Todos os problemas são difíceis, todos os problemas tem seu peso e sua importância, para qualquer que seja a pessoa, qualquer que seja o contexto. No entanto, gostaria de dizer aos que amo que seus problemas não são tão grandes quanto parecem... Às vezes, são coisas tão objetivas, que são resolvidas com foco, determinação e perseverança. Quando o sonho é presente e forte, isso se constrói de maneira muito produtiva.
Agora, aqueles problemas em que não nos alcança resolvê-los, e para aquelas situações em que não há solução, mais do que esses atributos, você precisa de coisas que eu considero muito mais complicadas de se construir: paciência, confiança em si mesmo e confiança no futuro.
Este é o momento que eu estou vivendo.
E por isso, por entender a todos que enfrentam problemas, desejo que todos os meus amigos queridos, pelos quais tenho grande admiração e respeito por me suportarem, possam encontrar as respostas às suas perguntas. E se um dia eu puder ser útil, ficarei feliz em poder contribuir.
Sei que também estou perdida, mas por estarmos todos no mesmo barco, quem sabe seja mais fácil enxergar o farol que pode nos guiar à terra firme.

sábado, 23 de junho de 2012

Um novo começo

É.
Há algum tempo, nenhum momento parece ser o melhor para escrever.
Talvez seja o momento ideal para voltar atrás e processar aqui uma mudança.
Dei uma olhada nos meus últimos posts e me lembro muito bem de como iniciei este ano de 2012. Completamente sem esperanças e perspectivas de que pudesse acontecer algo de bom. E isso de uma certa forma acabou se refletindo nas perspectivas de escrever algo decente. Não me interessava nem um pouco ter um assunto para desenvolvê-lo. Para quê?
Muitas coisas aconteceram este ano até então.
Finalmente, eu consegui me formar. Em circunstâncias muito adversas, eu concluí meu curso. A via crucis que tive que percorrer para contar esta realização hoje foi tortuosa. Por muitas vezes pensei em desistir, mas eu não podia mais. Há caminhos que não nos dão a chance de voltar.
Depois de estudar incessantemente feito uma filha da puta desde agosto do ano passado, eu consegui o que mais queria: um emprego. O campo da nutrição está cada vez mais fechado para os novatos, e era isto que mais me tirava a minha energia para continuar lutando. Pensava eu, do que adiantaria lutar tanto, fazer tantas coisas, para no fim não poder mostrar do que sou capaz?
Graças a Deus, tudo deu certo no fim. Só eu e Ele sabemos o que eu passei. Minha mãe teve umas amostras da situação, mas nada que se compare.
Eu sobrevivi à total falta de ânimo, sobrevivi às crises nervosas e às doenças psicosomáticas. Sobrevivi. E hoje posso contar com tranquilidade e com um sorriso no rosto tudo que passei aos amigos.
Agradeço imensamente a todas as pessoas que me ajudaram nesta caminhada. Foi o fato mais surpreendente de toda a caminhada. Agradeço tanto aos que me apoiaram voluntariamente e por acreditar em mim, tanto àqueles em que as circunstâncias me fizeram depender de suas decisões para que eu pudesse me formar em caráter extremo de exceção. Muito obrigada!
Aos poucos amigos que puderam acompanhar estes momentos e que não se furtaram em me dar todo o apoio possível, mesmo que eu já estivesse completamente louca e desequilibrada emocionalmente, eu agradeço a vocês.
Eu agradeço à minha mãe, tadinha, que testemunhou no mínimo umas três crises brabas de choro que não me deixavam nem dormir, e por todo o apoio logístico empreendido (casa, comida, roupa lavada e passada, etc, etc) muito obrigada.
Foi uma grande realização na minha vida poder trabalhar. E ter que trabalhar com os pacientes mais graves, principalmente, uma lição de vida e uma lição de que a busca pelo conhecimento deve ser permanente, pelo bem do próximo. E também pelo meu bem, porque essa coisa de só fazer uma coisa por dia, ou seja, trabalhar, não sei, pra mim parece muito pouco!
Essa conquista reavivou muitos sonhos, muitas esperanças dentro de mim. Ter o mínimo de independência é ótimo, e com isto quero mudar muitas coisas. Ao mesmo tempo e agora. Mas ainda tenho que ter paciência para esperar o momento certo para isso.
Felicidade é um estado muito efêmero e inconstante, por vezes. Mesmo com tantas alegrias, algo parece faltar. É como se uma parte da história não tivesse sido escrita.
Tenho raiva de mim mesma por me sentir triste às vezes. Mas acontece, ou melhor, tem acontecido. Ainda não sei exatamente como mudar essa situação, mas sei que não é com inércia que as coisas vão se resolver.
Além de todo esse turbilhão de emoções, nesse ano também acabei conhecendo uma nova forma de pensar e de ver a vida. E é sempre assim, as coisas sempre aparecem na hora certa. Definitivamente, este é o momento decisivo para que eu possa refletir sobre tudo que fiz e tudo que eu posso fazer, para poder definir meus novos rumos como pessoa. Preciso me conhecer melhor, apreciar minha própria companhia, lutar contra as coisas que não me deixam ser uma pessoa melhor.
Não é algo que se conquista de uma hora para outra, e tudo isso exige paciência. O que é muito difícil, porque nossos vazios internos vão nos consumindo, sugando nossas motivações e destruindo as nossas esperanças num amanhã melhor. Mas eu tenho que lutar, todos nós temos que resistir, para o nosso próprio bem.
Sei que tudo o que fiz valeu a pena, por mais que ainda não tenha colhido tantos frutos como esperava. Ainda pego longos trajetos no ônibus cheio, ainda moro na mesma casa, com as mesmas roupas velhas, a mesma miopia de sempre... Quase nada mudou. Mas não vai demorar para chegar onde quero, quero crer nisso.

domingo, 10 de junho de 2012

Antes tarde que nunca

Talvez seja tarde para o presente post, porém não considero justo deixar de registrar algo importante.

Deixar seu legado, tornar-se imortal. Temas que se tornam tão surreais em nossas vidas corriqueiras. No entanto, este é o nosso objetivo, em cada uma de nossas ações, sem nos darmos conta.
É para isto que estamos aqui. Para sermos presentes. Para que nossos sentimentos se multipliquem nos corações dos que amamos.
Para que a morte não conduza a nossa alma à inércia.
Donna, Maurice, Robin, vocês chegaram lá.

Maurice Gibb - Closer than Close




Robin Gibb - Boys do fall in love




Donna Summer - I feel love

domingo, 6 de maio de 2012

O ensinamento na onipresença

O passado é aquilo do que não devemos nos esquecer. Pois passado esquecido é vida jogada no lixo. O passado, quando vivido na perspectiva de uma vida consciente, reflete o nosso caminho percorrido para chegar aos objetivos que queremos conquistar.
Hoje, estou dando uma limpa no passado. Tirando diversos papéis que guardo inutilmente no armário, e que hoje não tem mais o significado de ontem. Não vou parar um momento da minha vida hoje para estudar minhas matérias de física, por exemplo. Recordações são importantes, mas as mais importantes nos atingem de forma sensível, estimulando nossos sentimentos e sensações, e não na forma física, na forma de amareladas folhas de papel.
Tudo vai virar rascunho, pelo bem do ambiente.
No momento, estou com uma dessas folhas na minha frente. Chamou-me a atenção a presença de uma letra que não é minha, porém conhecida, que traz os seguintes dizeres: "I hate you and wish you dead".
A folha? Mero rascunho.
Este momento? Fica para a posteridade.
Deus, ou vida, ou destino, obrigada pelos ensinamentos.