sábado, 26 de janeiro de 2013

As reflexões verpertinas provocadas por "A Usurpadora"

Um dos meus poucos momentos de distração durante o dia é quando deito no sofã com o braço pra fora, coloco meu gelo no ombro (estou com bursite)  e vejo A Usurpadora, uma das grandes tramas novelísticas latinoamericanas. E depois da nonagésima oitava vez que eu vejo essa novela, eu sempre acho coisas diferentes das vezes anteriores.
Por exemplo, arrependo-me amargamente de ter me apaixonado pelo Fernando Colunga, ele é um idiota sem perdão. O Miguel de León é infinitamente superior, por mais que creia que com influência e poder possa conseguir tudo o que quer (o pior é que, muitas vezes, esta máxima é verdadeira).
Bom, queria escrever sobre as duas faces interpretadas por Gaby Spanic. Antes sempre encarava Paulina e Paola como pessoas muito diferentes, opostas por completo. mas hoje tenho outra percepção.
Não é tão simples assim, Paola é a má, Paulina é a boa.
As duas carregam forças internas muito potentes, a diferença é que cada uma transportou sua força para uma índole diferente. Parece ser a mesma coisa que separar em bondade e maldade.
Porém, como diria Michael Jackson, quando se é bom, se é mau. Afinal, quando um ser expressa forças de bem, ele tem que combater forças opostas, sendo uma ameaça para estas.



Paulina Martins é ser excepcional! É como uma cavaleira da decência chegando a uma terra sem leis, a casa dos Bracho.
Velha cachaceira, cunhada louca e carola, cunhado idiota e infiel, marido estúpido, filho psicologicamente desajustado, vida financeira prestes a desmoronar. Essa é a pequena lista de problemas que Paulina se propõe a resolver. Uma tarefa hercúlea, visto que ela tinha como antecedentes as loucuras características da verdadeira Paola.
Sinto informar-lhes, mas uma pessoa boa, e somente boa, não teria feito metade do que ela fez. Paulina Martins reúne algumas caraterísticas notáveis:
- pró-atividade: quando se põe a frente de todas as situações que se apresentam como complicadoras, como pedir o dinheiro ao Douglas Maldonado, ou até embalar louça quando os funcionários faltam ao trabalho.
- coragem: essa é fundamental, e nos demonstra que o medo é por vezes necessário, mas nunca pode limitar nossas atitudes. Nos primeiros capítulos, Paulina esbugalha os olhos, dá um passo para frente e chama Carlos Daniel de 'Covarde!!', e depois dá um passinho para trás, como se tivesse consciência de estar cutucando onça com vara, mas sem se privar de expor a verdade.
- sensibilidade inteligente: demonstra-se na suas atitudes com seu filho Carlinhos. A situação é complicadíssima, pois o menino foi muito mimado e repreendido desmedidamente por erros comuns, é uma pequena mente atormentada. No entanto, é uma criança naturalmente sensível, que percebe claramente e expressa todos os conflitos emocionais (tô aprendendo muito com esse menino! hahahahaha). Paulina percebe todos esses elementos e entende que ele já é bem grandinho para dar justificativas de suas atitudes erradas e para entender os motivos de qualquer solicitação de seus pais. Carlinhos tenta manipular os pais, mas Paulina sempre vence. No momento em que estão no hospital, ele diz que prefere morrer de fome a usar muletas, e Paulina com o maior carinho do mundo explica que, sele não comer, vai pedir para que passem uma sonda para alimentá-lo. No segundo seguinte, ele começa a comer. Sem mentiras nem truques, respeitando a inteligência da criança, ela dá uma lição.
- Respeito até mesmo à Paola: na boa, você ama o Fernando Colunga, ele acha que você é a mulher dele, e você se priva de aproveitar a situação? Questão muito difícil, ainda não tenho uma resposta pessoal para esta pergunta! Hahahaha!

Tem outras atuações interessantes da Paulina, mas é interessante perceber que, como irmãs gêmeas, uma linha muito tênue a separa.
Paulina tem uma garra e uma força que deve ser digna de observação. E todas as suas atitudes estão envolvidas em objetivos de bem. O nome disso é espírito evoluído. Ou melhor, ela consegue incluir os anseios de uma mente superior, que estão sempre ligadas aos anseios de nosso espírito, em todas as atividades que se envolve, até mesmo as mais comuns. Vive que se vive com a integração do espírito é uma vida mais feliz.
No caso dela, a vida de Paulina não é feliz porque está firmada num erro, ou melhor numa farsa.



Paola pode ser mais divertida, pode dar suas memoráveis risadas, mas tem um espírito bem escondidinho. Uma toda a sua força interna para satisfazer as necessidades do seu instinto, e usa pouco suas faculdades mentais... Paolão é Paolão, diva absurdette, porém digna de pena se analisada na sua conformação psicológica.
Vou pensar sempre em Paulina Martins quando estiver estudando deficiências e antideficiências, manifestações do espírito, mística e afins...
Porque pra alguma coisa a gente tem aproveitar nesses nossos hobbies! :P

Para encerrar, uma sequência muito boa! E que mostra muito bem o quanto Paola Bracho é um ser involuído. (Para entender, visite meu blog Vivendo Logosofia! hahaha!)

      

Um comentário:

Nat Sales disse...

Ca, definiu muito bem: Paolão é uma diva absurdette.Que Miguel de Leon como Douglas é muito superior ao Fernando Colunga.As linha tênue entre as gêmeas, que antes víamos como a boa e a má.
Seria Paulina um espírito bom?Seu karma a faz querer ajudar todos como se fosse uma santa?

Só posso lhe dizer que eu AMEI seu texto!hahahaha
Beijocas infinitas